Hoje é dia da Visibilidade Trans

Dia 29 de Janeiro, Dia da Visibilidade Trans.

Outro dia, um amigo comentou comigo que as cotas para transgêneros, transexuais e travestis eram ilegítimas. Afirmou que elas, dariam privilégios que não eram necessários “Super apoio que se lute por direitos, mas já acho isso desnecessário. Afinal, a pessoa escolheu ser assim e ainda quer apoio para crescer na vida usando essa justificativa?”. Bom, já começamos bem.

Em primeiro lugar, vamos esclarecer algumas coisas sobre “a pessoa escolheu”. Ninguém escolhe ser LGBT(Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti, Transsexual ou Transgênero), se trata de uma condição, não existe escolha e nunca existiu — e mesmo se existisse, esse texto ainda seria válido -. Para quem possui uma dessas condições, sabe que SER quem você é e AMAR quem você quiser é extremamente difícil. Nos casos das pessoas trans, não é diferente.

Ao se assumir trans, você corre o risco de ser: expulso de casa, perder o emprego e uma série de PERDA de direitos fundamentais. A expectativa de vida de uma pessoa trans no Brasil é de cerca de 30 anos(a média nacional é 74,6 anos), já que, ao perderem oportunidade de emprego e consecutivamente casa e alimentação, as pessoas trans ficam a mercê da marginalização. A maioria dessas pessoas se encontram na prostituição por questões de SOBREVIVÊNCIA, a única escolha é tentar se manter viva ou vivo.

Dessa forma, ações que promovam a DEVOLUÇÃO de direitos devem ser realizadas SIM. Não é privilégio, é direito. Sem elas, essas pessoas estarão fadadas ao mundo da prostituição e marginalização. Sem cotas, esse ciclo vicioso nunca se quebrará. Chega a ser uma questão de compaixão e conscientização de que o problema é de todos, de que a sociedade é culpada por essas pessoas estarem onde estão. Repetindo, vamos devolver os direitos que foram retirados.

Não sou trans, mas como sempre dizem “Não precisa ser trans para lutar contra a transfobia”. Que nesse dia, a sociedade e o movimento LGBT se lembre das pessoas trans e se mobilizem pela causa.

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