Vale a pena gerar energia solar no Rio Grande do Sul?

Para uma pessoa que não conhece o funcionamento do sistema de geração solar fotovoltaica, nem sua regulação e muito menos suas características, ao ler em um jornal ou site que o Rio Grande do Sul é o terceiro estado do Brasil com maior número de sistemas solares fotovoltaicos de micro e mini geração distribuída conectados na rede elétrica não irá entender bem ou até duvidar desta informação.

Por que dizemos isso? Porque em um primeiro momento, parece que o melhor local para se instalar um sistema de geração de energia solar seja na região nordeste ou em regiões litorâneas. Isso porque esses locais possuem praias e a princípio muito mais sol que outras localidades. Principalmente em comparação ao Rio Grande do Sul, que é o estado mais meridional do Brasil, com inverno mais rigoroso e menos tempo de exposição ao sol comparado aos demais estados da federação.

Realmente a irradiação é muito importante, mas não é o único fator determinante para indicar o melhor local para gerar energia solar fotovoltaica. É isso que vamos apresentar neste artigo, mostrar quais são os fatores que fazem que o Rio Grande do Sul seja um dos principais estados na geração solar fotovoltaica, principalmente no que se diz respeito a geração distribuída, que é a produzida pelos próprios consumidores finais de energia.

A irradiação é importante, mas será que é tudo?

Com 5,9 kWh/m² de radiação global média, a região Nordeste se destaca pela incidência solar durante o ano todo. Apesar das variações regionais, é pequena a diferença entre os índices de radiação registrados nas cinco regiões brasileiras. A região Sul, por exemplo, recebe a média de 5,0 kWh/m² por ano de incidência solar, valor acima do registrado em países como a Alemanha, um dos principais países do mundo na utilização de energia solar fotovoltaica.

A maior irradiação média no Brasil é no Piauí, 5,95 kwh/m². No Rio Grande do Sul, em São Sepé mais especificamente, região central do estado, a irradiação média é de 4,75 kwh/m², 25% menor do que a maior do País e 10% menor que a média do País.

Entretanto, outro fator de grande importância é a temperatura ambiente. O sistema solar tem sua condição ótima de funcionamento e que apresenta o melhor rendimento, quando estamos a uma temperatura ambiente de 25ºC e a pressão atmosférica de 01 atm. Temperaturas acima deste valor apresenta grande perda de rendimento, chegando-se a perder 24% com temperaturas de 35ºC ou mais, conforme as curvas de rendimento dos principais fabricantes.

No Piauí, certamente em nenhum momento do dia, no período de exposição do sol, teremos um rendimento máximo do módulo de geração, pois não temos 25ºC de temperatura ambiente. Mas em São Sepé e no Rio Grande do Sul, certamente teremos muitas horas do dia com esta temperatura ou inferior, contribuindo para que tenhamos um rendimento do sistema de geração mais elevado. Ou seja, a irradiação solar é importante, mas há outros fatores que devem ser levados em conta.

A tarifa energética e outros fatores!

Para a geração distribuída, outro fator importante é a tarifa praticada pelas concessionárias de energia locais. Isso porque quanto maior for a tarifa paga pelo consumidor, menor será o tempo que ele terá para retornar seu investimento, já que sua economia será maior. No Brasil quem determina os valores da tarifa energética de cada concessionária de energia é a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que leva em consideração vários aspectos para determinar o valor a ser cobrado por cada concessionária.

O desenvolvimento econômico do estado também é outro fator importante, pois para instalar um sistema solar fotovoltaico em uma residência ou empresa é necessário um investimento inicial razoável por parte do proprietário do imóvel. Além é claro da consciência ambiental por parte das pessoas, já que muitos que instalam um sistema solar fotovoltaico também tem como motivação a utilização de uma fonte de energia limpa e renovável.

Um dos fatores que auxiliaram no aumento de sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede no Brasil foi a retirada da cobrança de ICMS por parte da maioria dos estados, inclusive o Rio Grande do Sul, em cima da geração de energia pelo próprio consumidor. Os únicos estados que ainda não derrubaram a cobrança de ICMS na geração própria de energia foram Amazonas, Espirito Santo, Paraná e Santa Catarina.

Sim, vale a pena gerar energia solar no Rio Grande do Sul!

Respondendo à pergunta do título deste artigo, sim, vale a pena gerar energia solar no Rio Grande do Sul. Os motivos apresentados a cima e a própria terceira colocação do nosso estado no número de sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede no Brasil comprova que a nossa localização geográfica não é nenhum empecilho para a geração de energia através do sol. Inclusive possuímos melhores condições que países como a Alemanha, que é um dos líderes na geração de energia solar no mundo.

Por isso, nosso Estado apresenta grande potencial para a energia solar fotovoltaica e nós da Incentive Solar acreditamos nisso e trabalhamos para que cada vez mais se consolide esta tecnologia que além de gerar energia contribui para a sustentabilidade do planeta. Aproveite e faça um orçamento gratuito conosco e ajude o Rio Grande do Sul a subir ainda mais posições no ranking de energia solar.

Veja também algumas das vantagens da Energia Solar Fotovoltaica para residências!

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