Easy come, easy go?

Volta e meia me deparo com aquele alguém. O alguém que surge do nada e me sufoca tamanho são os interesses em comum e a facilidade de comunicação (coisa que eu não domino). É um sentimento meio incoerente que me faz sentir íntimo de um estranho. Um estranho que se torna parte fundamental da minha vida por algumas horas, dias, meses ou anos. E manter relações é algo difícil (no meu caso, bastante) Mas a questão é: no final, pra onde vai tudo isso? Essa facilidade em se descobrir parte de alguém tem relação direta com o afastamento repentino? Será que essas pessoas deixaram de ser estranhas em algum momento ou seremos sempre estranhos que se relacionam?

No final das contas eu só queria dizer que, apesar de não ser bom em manter relações (por diversos motivos), todo mundo que passa pela minha vida é importante. Todos fizeram e fazem parte do meu processo de construção. Os estranhos que eu mal falo, mas interajo pelo facebook através de “likes” e “amei”. Os estranhos que passei madrugadas conversando sobre a vida e seus mistérios e hoje em dia mal sei como estão. Os estranhos que eu amo e talvez nem saibam e os estranhos que ainda estão presentes. Ninguém passa por aqui à toa. E se passou não será esquecido facilmente, mesmo que tenha aparecido assim, repentinamente.

Easy come, easy stay.