Batman: A Morte da Família

Minhas impressões

Acabei de ler “Batman: A Morte da Família” dos Novos 52 da DC, escrito por Scott Snyder e desenhado por Greg Capullo.
Não vou dar muito detalhes da história, mas posso dizer que o Coringa, o maior vilão de quadrinhos de todos os tempos, aparece como o antagonista da história, e é ele quem me manteve atento e aflito a cada virada de página.
Reclamam muito que ele aparenta ser muito mais violento do que realmente é, mas isso não me incomodou.
A graça do Coringa é que, quando ele aponta uma arma na cabeça de uma pessoa, você nunca sabe que se o que vai sair do cano é um jato de água ou uma bala de verdade. Se você não gosta disso, você não gosta do Coringa. SIMPLES.
Aqui ele está com uma aparência assustadora e trejeitos que eu não lembro ter visto em outras histórias, uma mistura de Leatherface, Jigsaw, Hannibal Lecter, Dr. Moriarty e Palhaço Bozo. Inventivo, sádico, medonho, inteligente e tão politicamente incorreto que faria qualquer SJW querer proibir a HQ (para vocês terem uma idéia ele até incinera um cavalo).
O Batman é o Batman. FODA. Duplamente inteligente, calculista, engenhoso, com invejável controle emocional e tão honrado que deixa o Coringa puto (além de ser rico pra caralho).
Ele conhece mais o Coringa que o próprio consegue admitir e sempre consegue “estragar suas piadas”, deixando-o num misto de raiva e admiração contida.
A grande sacada da relação Batman e Coringa é que o Batman consegue vencê-lo não com tecnologia infinita e habilidades marciais, mas pela firmeza de propósito e retidão. O Coringa está sempre tentando ele. A força do Batman, em relação o Coringa, reside em vencer as tentações do mesmo. Como um santo que vence as tentações do diabo.
Enfim, uma boa história.

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