O Senhor das Moscas (1963) — O mal é inerente

Lord of the Flies, é um filme britânico baseado na alegoria de William Golding, publicado em 1954.

O filme é considerado uma das adaptações mais fiéis do livro desde então.
A história retrata a regressão à selvageria de um grupo de crianças inglesas de um colégio interno, presos em uma ilha deserta sem a supervisão dos adultos, após a queda do avião que as transportava para longe da guerra.

Pode-se considerar o enredo como uma alegoria da gênese do mal e um postulado de filosofia moral. 
Os pequeninos se tornam cada vez mais agressivos, desrespeitam as regras por eles mesmos criadas, criam mitos e, por fim, matam em nome deles.

É quase a história da humanidade resumida em poucos minutos.

Pode-se dizer que resume uma ideia negativa da visão do ser-humano, de que somos inerentemente maus, e a representação desse mal se manifestando em crianças é algo que reforça essa natureza. Elas não se tornaram maus, elas apenas deixaram o demônio se manifestar naturalmente.

O termo “Senhor das Moscas” é referenciado como Belzebu na Bíblia, o deus dos filisteus transformado em príncipe dos demônios para os Hebreus.

Peter Brook fez um exímio trabalho não apenas como diretor, mas pela excelente escolha do elenco de atores-mirins.

Com certeza, um dos filmes mais impactantes que já vi.