Bloqueio

Em tempos de jogos Olímpicos, a palavra bloqueio remete a um dos fundamentos do voleibol, de quadra ou praia, na qual um ou mais jogadores impedem o ataque do time adversário.

No meu caso, eu sou a minha própria atacante e bloqueadora. Simplesmente travo. E o resultado do travamento não é apenas a falta de caracteres no papel, mas também é físico.

São idas ao hospital por excesso de estresse, os músculos ficam duros, os braços formigam e o pescoço não se mexe. E dá-lhe miosan, tramadol e outros relaxantes musculares.

As palavras às vezes não saem, será que alguém vai ler ou se interessar pelo conteúdo? Excesso de perfeccionismo? Não, é mais uma falta de estima, que passa pelos pensamentos, saem pela fala e vão para o papel ou no teclado do computador.

Por que sempre somos cobrados pelo sucesso, estar no topo, ficar nos top trendings? Concorrência, concorrência e mais concorrência. Às vezes esqueço quem sou, fico mergulhada em palavras duras.

A virada na página, que veio justamente nesse desabafo é entender que tudo o que aprendi e errei são conjunto do que eu sou, e que meu foco deve ser o que eu acredito, não posso ser consumida pelo medo, pelas frustrações, por meus problemas pessoais.

O que escrevo são meus desabafos, o que vi e o presenciei, posso sempre melhorar. Posso não ser a mais criativa sempre, mas preciso continuar tentando.

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