Tem dias que a saudade dorme em casa.

Já se foram seis meses, e você ainda está aqui dentro.

Me disseram que com o tempo você iria sumir, eu não iria te lembrar mais, e que eu conseguiria até sorrir de novo. Me enganaram, talvez eu tenha me enganado, achei que fosse alguma brincadeira do destino… que você logo me ligaria me chamando pra comer algo ou que você me mandaria alguma imagem engraçada dizendo que me ama. E nós iriamos enxugar todas as lágrimas e viajar para algum lugar bem bonito juntos.

Ouvi dizer que eu conheceria novas pessoas e me sentiria incrível, me apaixonaria de novo e logo te esqueceria.

Como esquecer algo que você não quer esquecer? Como entender você, quando me diz… “Ainda tenho influência sobre você”, como aceitar que um dia você me disse adeus, deixando malas imensas de mentiras, ilusões e saudade (A mala de saudade é a maior, tive que dividir o seu conteúdo pelos cantos do meu apartamento. Até levei um pouco pro trabalho).

Tem dias que não são nada fáceis pra mim, acordo sentindo a sua falta… choro (Choro igual nos áudios que te mandava quando ia pro trabalho correndo e te deixava em casa dormindo). Durmo sentindo a sua falta, o seu corpo, o seu “beso”, a sua presença intrigante.

Dias em que me olho no espelho e minto pra mim mesmo que ta tudo bem, dias em que acredito que você vai me procurar a qualquer momento e o seu abraço irá falar por nós dois. Dias em que eu só queria sair por aí, viajar pra algum pais distante sem dar noticias a ninguém. Dias em que eu vejo o quanto eu ainda te amo, e te espero…

Loucura fazer isso comigo mesmo,

Mas tem dias… que a saudade dorme em casa, não na sua… mas na minha.