branco

mais do que se expressar, olhar uma folha em branco é um ato de coragem. daqueles que os mais bravos e frios, se cagariam de medo. é como ter algo a construir. sair do zero. zero mesmo. nada pronto. nada feito. as pessoas te consideram pelo que você já fez. e é foda encarar algo do zero. recomeçar. brincar de tempo. sem tempo para errar. com tempo apenas para segurar a marimba das críticas. acho que na verdade mesmo a gente quer é ficar na zona de conforto. essa história de sair é contada por quem nunca saiu na real. é bom chegar e saber que te respeitam, sabem sua história, de onde o seu tempo te trouxe e para onde ele vai te levar. não dá pra brincar muito com ele. crueldade é seu sobrenome. mas desde que comecei a escrever isso, já construí outra folha. de A4 em A4, quem sabe, saí mais alguma árvore da vida. uma inversão do ser, que daria um infinito recomeço.

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