Cansaço

Ultimamente eu tenho me deparado — com uma frequência cada vez maior — com um tipo de tristeza que apelidei de parnasiana. O Parnasianismo era caracterizado por algo que os literários definem como “arte pela arte”. O que eu ando sentindo é basicamente “tristeza pela tristeza”. Sem motivos. Sem fundamentos. Sem qualquer amargor específico. Só tristeza e dor.

Acordar chorando e sentindo que a própria existência não faz sentido já tornou-se parte da rotina. Por que existo, afinal? De que adianta viver um vida que é, no máximo, medíocre? De que serve estar vivo quando todo dia o suicídio apresenta-se como uma opção até viável? Como gostar de uma vida repleta de rostos felizes se nenhum deles é o meu?

A felicidade — que não passa de um estado imaginário — parece não ter sido inventada para mim. Parece ser tão fácil para todos e para mim não passa de uma ilusão. Distante. Se eu a busco, não encontro. Se eu não a busco, piora.

Essa busca incessante cansa. Acordar numa vida sem sentido algum cansa. A vida cansa. Tudo cansa. Inclusive, cansei desse texto também.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated cabral. g.’s story.