Reflexões

Sobre a pressão do dia a dia, sobre a pressão de aparências e status. A vida é louca pra caralho, altas merdas acontecem e vão seguir acontecendo, e a grande maioria está fora do nosso alcance e controle. O que nos resta?

Viver… basicamente é isso mesmo. Viver uma vida que queiramos viver, em que valha a pena gastar energias e valha a pena amar as pessoas, e valha a pena trabalhar e ir a festas. É óbvio que tudo isso soa utópico e fora do alcance, e também eu parto de um pressuposto em que eu posso me dar o luxo de ter essa escolha; eu tenho uma penca de privilégios que eu sei que muitos não têm.

Mas o meu conselho é mais pra razão, é sobre como vemos o Outro, o cara do seu lado no ônibus e a mina atravessando a rua na sua frente. É uma maneira menos determinística de ver os outros, é literalmente chegar de cara limpa e tentar não assumir o outro da maneira que o resto do mundo assume. É tirar as próprias conclusões sobre o que acontece ao seu redor e ao redor dos outros e, conforme seguimos a vida, encontramos inúmeras pessoas que nos surpreendem.

O meu conselho é tentar sair da perspectiva em que estivemos esse tempo todo, é nos mover pra um campo aberto. As pessoas são seres complexos e, pra lidar com pessoas, é necessário treinamento e habilidade. Todo mundo está passando por um perrengue, ou já passou, todo mundo sofre, todo mundo sente medo, todo mundo está infeliz.

Precisamos nos mover de onde estamos e começar a fazer as perguntas certas. Ao invés de Como ele pôde?, trocaríamos por Porque você acha que ele fez isso?. Pode parecer besteira, mas, conforme questionamos as coisas, chegamos a conclusões internamente, treinamos nosso cérebro a pensar e ainda exercitamos nossa capacidade de entendimento. E ainda de quebra oferecemos um ponto de vista menos normal.

O que custa quebrar um galho pra um amigo? Isso só fortalece os laços emocionais e disso ninguém sai perdendo. O que custa dar bom dia, não sujar a rua, cumprimentar um estranho ou até mesmo pagar alguma coisa pra alguém na rua?

A vida é muito curta pra não pertencer ao planeta em que vivemos. Sejamos bons com os outros porque tá TODO MUNDO FODIDO JUNTO.