“Por mais que uma vida seja longa, não vejo sentido em experimentá-la sem a sensação de estar viva.”

Conto Sono -Haruki Murakami

imagem retirada do google

Toda vez que via o nome Haruki Murakami estava sempre endeusado como melhor autor de ficção japonesa, e eu como boa adepta, apaixonada pela cultura japonesa me interessei, sem o conhecer, sem ler nada dele, fui uma presa fácil para o marketing, mas desde que li “Minha Querida Sputnik” não conseguia mais encarar suas obras da mesma forma, nem preciso dizer que não era o que eu esperava, mas mesmo assim em um dia de muito stress resolvi dar a segunda oportunidade, com menos cede ao pote me aventurei a ler Sono.

Um conto/livro curto, com ilustrações muito bonitas (devo ressaltar), foi o que escolhi para me livrar da ansiedade e do desespero. Em Sono vamos conhecer uma mulher que não dorme, ela não tem insônia, simplesmente acordou um dia na madrugada se deparou com uma situação “estranha” e a partir do ocorrido não consegue mais dormir. O curioso é que a falta de sono não a deixa debilitada, muito pelo contrário, com as horas acrescidas em seu dia ela volta a praticar hábitos que a vida cotidiana e o convívio com outras pessoas a “impediam” de fazer, além de começar a refletir sobre a própria vida levando o leitor a também fazer a mesma reflexão.

E assim Murakami te suga para a estória, faz com que você questione seus hábitos, pense na sua rotina e reflita sobre quem você se tornou.

E tão mágico quanto à estória começa ela termina, te deixando no limbo, apenas com suas reflexões e duvidas tanto da sua vida quanto da estória (do mesmo modo que em “Minha Querida Sputnik”), mas dessa vez eu estava preparada, não sei como mas compreendia o livro, compreendia a reflexão sobre a vida, a rotina, as mudanças e consegui finalmente visualizar a grandeza da obra.

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