Como ter uma Pós-Graduação mais leve?

A ansiedade é um dos grandes problemas que assombram os futuros cientistas desse país. A ansiedade muitas vezes não é percebida e acaba sendo sentida no corpo. Claro que não é apenas a pós-graduação que nos faz sentir coceira, tremedeira, taquicardia, comilança descontrolada… Todas as incertezas em relação ao futuro estão incluídas no pacote.

Eu passei por isso… Hoje, aprendi diversas técnicas que me ajudam não só a aproveitar o dia, me manter no presente, como aliviar dores e manter um ritmo mais calmo. Ainda faço doutorado, olho para ele todos os dias, mas não me desespero mais… Isso não aconteceu do dia para a noite, mas ter começado me fez um bem inestimável.

Isso tudo eu trabalho com relaxamento, respiração e autodesenvolvimento. É importante entender, captar quais são os sentimentos do momento, o que está te fazendo comer, chorar, procrastinar… O principal é conhecer aquelas vozes que dizem que você não é capaz, e silencia-las… Deixar que as vozes certas venham te dizer o quanto você vai contribuir para a sociedade.

Falar em público é outro dilema de pós-graduandos. Esse é maior medo da humanidade. Conheci pessoas que precisaram tomar calmante para apresentar seus trabalhos. Eu hoje, consigo treinar o suficiente e unir todas as minhas forças (sim, elas existem, e estão dentro de você, basta saber acessa-las) em frente à uma banca. Claro que eu tremo, que dá frio na barriga… Faz parte do jogo! A questão é como encaramos isso tudo, como encaramos o medo e usamos ele a nosso favor, e não contra.

Além disso, o meu trabalho ajuda a dar foco e direcionamento a um aluno, assim como bons orientadores. Eu tenho um bom orientador hoje, e sou infinitamente grata à isso. Já soube de pessoas em que o orientador resolveu sair da cidade no meio da pós, ou que nunca leu nada do que a pessoa escreveu (isso é bem comum), que chegou no dia da apresentação e descobriu sobre o que era o trabalho. Existem orientadores que nem sequer discutem os prós e contras do trabalho, ou seja, deixa tudo na mão do aluno, que nem sempre tem experiência suficiente para saber se está ou não no caminho certo.

Alguns dizem estar com tanto trabalho que não tem um tempo para conversar. E quando conversam, trocam meia dúzia de palavras, leem o texto por alto (porque você imprimiu e deu na mão dele) e ainda diz que a concordância verbal não está correta, ou que falta uma vírgula. “Então corrige isso, depois falamos”.

Em toda nossa vida, precisamos definir prioridade e um cronograma ideal para nosso dia! Hoje sou aluna de Doutorado e Empreendedora. E nesse momento, sinto ainda mais necessidade dessa organização do dia. Nem sempre sai como eu planejo, mas lidar com essa “frustração” é mais difícil que organizar o dia. E é com ela que precisamos lidar.

A frustração é devida à criação de expectativa… e é por criar expectativa que sofremos.

Além disso, percebi que a visualização da vida de forma ampla é muito importante! Muitas vezes temos alguém maravilhoso ao nosso lado (família ou amigos), e não vemos ou não damos o devido valor. Não de propósito, mas porque ficamos tão imersos naquele mundo de Pós-Graduação, naquele mundo de referências, de prazos, sem vida social, sem nada…. que não nos damos conta de que as vezes é só esticar o braço. No meu trabalho, ajudo pessoas a abrir a visão, olhar ao redor e perceber que há muita gente ao nosso lado, e esticar o braço e receber uma atenção é só questão de atitude.

Outro ponto que fica oculto durante esse período são as características fortes e marcantes daquele ser humano, e por isso saber quais são as principais capacidades, aquelas que te levaram a chegar até ali, aquela que te impulsionou a encarar um Mestrado ou Doutorado… aquela mesma! Essas capacidades irão te ajudar, te impulsionar e tranquilizar. Identificar que esses pontos são de extrema importância para o bom desenvolvimento de um trabalho acadêmico.

Basicamente, é o entendimento dos seus pontos fortes, e que podemos sim dizer o quanto somos bons e o quanto podemos contribuir, sem nos sentir arrogante e principalmente entender que Mestrado e Doutorado não são os trabalhos de uma vida, são comprovações de um título. Podem sim, ajudar, nortear, mas não precisar ganhar um prêmio. Um trabalho de um vida, vem com o tempo, com a maturidade, com artigos diversos, com paixão, sem angústia, sem prazos, simplesmente com amor à ciência.

Ver com novos olhos tudo o que se passa dentro de uma universidade, trabalhar a comunicação de forma que ela seja efetiva para o próprio aluno (parar de falar mal do orientador ajuda muito), e não para os demais, afinal, temos que sair o menos machucados possível dessa jornada de aprendizado (e lembrar que foi nossa escolha).

E se por acaso machucar, entender todos os pontos positivos, para que o futuro seja leve. Mudar a forma de ver os pontos difíceis, dando para eles um novo significado.

Quer ter uma Pós-Graduação mais leve? Comece identificando seus pontos fortes, respire profundamente com os olhos fechados e diga eles em voz alta. “Eu sou…”

Eu ofereço gratuitamente a primeira conversa para buscar os pontos fortes e acalmar suas vozes internas.

Você pode marcar a sessão enviando um e-mail para jolygabriela@gmail.com com o assunto: “eu posso mais”.

Coloque seu nome e telefone que eu entrarei em contato.