Ai Que Preguiça de Você!

Resolvi voltar a olhar, uma coisa meio window-shopping da paquerinha casual; baixei Tinder, fiz perfil, escolhi foto, escrevi meia dúzia de coisas engraçadinhas. Lá estava eu.

Tinha homem com holerite, foto em viagem pra Europa, foto fumando um, meditando… Todo mundo sorrindo, cheio de história pra contar.

Escolhi um que o nome não me lembro mais e procuro nem lembrar. Recebi um OLÁ, respondi; falamos sobre seriados e acabou ali. Ele nem pra se esforçar.

Não sou a mais puritana das moças, longe de mim, mas pra me comer tem que ao menos saber falar.

Cade as viagens? Cade as meditações?

Servem de enfeite no pescoço de alguém que provavelmente não me faria gozar. E nem se importaria com isso.

Encerrei minhas atividades no tal aplicativo. Deu preguiça.

Acho que essa é a hora que a gente pergunta: cade as feminista?

Vamo tomar uma, falar da Judith Butler, sei lá. Talvez meu tempo seja muito melhor aproveitado com vocês.