Um Ode Ao Final Sem Começo

De repente eu tinha paz.

Quase sem querer me vi parada olhando um alguém que eu sequer sabia que existia, pausando minhas músicas para ouvir sua voz contando seu dia, suas peripécias. Inspirando meu escrever.

De repente eu tinha música.

Abri as canções que conheci no último ano e esqueci completamente do encantamento desesperado, resolvi acreditar numa paixão impossível, numa relação inexistente, num gostar improvável. Eu precisava de um sentido para as letras dele, precisava de alguém que pudesse ser a musa da minha decepção.

De repente eu tinha ilusão.

O sonho era bom, ficava horas olhando pro teto e imaginando o que a gente poderia fazer, quais lugares poderíamos conhecer, os parentes que iríamos trocar. Isso me faz falta. A troca. As mãos que se tocam no anoitecer, o calor que se gera no amanhecer.

De repente eu tive conclusão.

Era um contexto. Eu precisava de um contexto.

Esse contexto não é justo com você.

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