Nômade

Encaixotei tudo e nada mais faz sentido. Envelopes com fotos, cartas, cartões, carteiras. Moedas de tantos países, tantos valores, tantos lugares.

Misturo tudo no bolso, enquanto tento pagar a passagem.

Minha vida desaba, isola, esfarela, embolora, e eu tento encontrar.

Um lugar com uma cama própria, chave na minha porta, que eu possa trancar.

Sozinha, no escuro, eu tento entender a razão de sonhar.

Com destinos tão variados, lugares não desbravados, que eu quero alcançar.

Enquanto a saudade me aflige,

Me aperta, me mata, sufoca e amola, e me faz questionar.

Qual é meu lugar nesse mundo, onde eu me encaixo, qual é meu futuro, onde está o meu lar.

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