Sigo Solo

Sigo solo. Por opção e não. Conexões são raras hoje em dia, pois a maioria segue como um flash e de faíscas sou mais a da brasa de uma boa fogueira. Gosto de relacionamentos intensos, nutritivos, aqueles que foram construídos e conquistados. Não vejo graça em amizades de bar, e não me leve a mal, não é só um pré julgamento é um valor de vida. Quando uma pessoa vem pra ficar, tem destino, tem intuição, simpatia e sinergia logo no primeiro olhar. Não digo que não erro, mas tudo na vida é um ciclo até mesmo as nossas dores. Vejo muitos elogiarem fotos, um estilo de vida construído por imagens, postagens e muitos clichês. E clichês são bons, porém temporários. Não me vejo como clichê, pois me vejo solo. Me vejo desafiando o medo de estar, ser e até mesmo gostar da solidão constantemente. Vejo pessoas que simpatizam com a minha vibração e acho que hoje em dia virou rotina. Somos digital influencers uns dos outros. Porém me admira e surpreende quando alguém me pergunta porque viajo, moro, e adquiro um canto pra ficar ali sozinha com toda aquela vibe boa e quando respondo é como se eu fosse um pedaço raro no mundo. Imagens muito transmitem mas pouco provam os verdadeiros valores da nossa personalidade. Conexões na minha vida continuarão raras, mas nunca impossíveis. Sigo solo por opção e não. Pois meu corpo pode ser sozinho as vezes -gosto de preservar-lo, meu corpo é meu templo- mas as verdadeiras conexões seguem comigo em intensidade e imensidão de sentimentos junto ao meu coração, minha mente e consideração a todas as minhas memórias.

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