04/05 M

Nesse círculo infinito

Prendi parte de meu ser.

Quando imagino isso

O deixo crescer.

Mas nada é puro,

Apenas maldito.

Por mais absurdo

Que pareça descrito.

É algo agudo,

Que apodrece ao florescer.

Invade o momento

Mata o amanhecer.

Desfaz o que é bonito

sem ninguém ver.


Já não sabe,

ouve mas não absorve.

Daquilo que entende

mas vive em discórdia.

O peito que em vão se abre,

Acredita só.

Em todas as pessoas

imagina seu pior.


Prefere isolamento

E a solidão.

Ainda não entende, sente fundo,

busca uma razão.

Vivendo em pensamento

Todo o cansaço.

Desse infeliz tormento

Feito descompasso.

Torto, quebra, começa a se soltar.

Vicioso, um círculo, o pensar.

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