gabriel fernandes
Feb 23, 2016 · 1 min read

Pergunto-me qual a capilaridade que manifesta esta forma rejuvenescida de "neo"-liberalismo hipster? Não teria as mesmas limitações que certos setores da esquerda institucional? (que igualmente penetram e circulam apenas em fatias mais intelectualizadas e escolarizadas da sociedade — especialmente a universitária).

O discurso empreendedorista raso (assim como o populismo mais raso, no caso da esquerda) não seria a versão mais popularizada e capilarizada deste tipo de construção discursiva?

Viajando em trens de periferia, são comuns as revistas Exame, os "Quem mexeu no meu queijo" e similares — bem como a continuidade de discursos pró-família e moralismos do tipo.

Será que realmente há demanda por essa forma de liberalismo/republicanismo fora da Vila Madalena ou a teologia da prosperidade já não é suficiente para a maior parte da juventude "empreendedora" que vive do lado de lá do rio?

Por que, sinceramente, não vejo motivos para rebater o gringo: o texto dele é simplesmente raso, generalista e ruim — e simplesmente não consegue ir além do centro expandido de São Paulo e de suas elites mesquinhas. Entre o tal republicanismo dele e o conservadorismo empreendedorista guiado pela teologia da prosperidade, fico com mais medo deste último.

    gabriel fernandes

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