O Madrid nosso de cada dia

Comentários gerais sobre as últimas de nosso querido e amado time.


Por: Caio Cesar

Olá, como vocês estão?

Estive muito atarefado nas últimas semanas, por isso que praticamente não escrevi nada sobre o Madrid durante o período. Ainda acompanhei o time pelo Twitter com vocês, mas, como sempre digo, é bom deixar os pensamentos registrados em algum lugar para termos um norte. Abaixo, comentários gerais sobre o atual momento de nosso time.

Boa fase (!?)

O Madrid lidera a La Liga de forma isolada, com dois pontos de vantagem sobre o Barcelona, e, ao lado do Borussia Dortmund, lidera seu grupo na Champions League tendo conquistado sete pontos em três jogos. Além disso, não perde a 26 partidas. Desde aquela terrível e desordenada apresentação diante do Wolfsburg, pela Champions da temporada passada, que o clube merengue não sabe o que é perder. Qualquer outro time do mundo, muito provavelmente, estaria nadando agora em mar tranquilo e calmo. Mas o Real Madrid não tem o perfil de qualquer time do mundo.

Morata

Todos nós sabíamos que uma hora ou outra este tema ganharia as capas dos jornais de Madrid. E ganhou.

Os espanhóis querem porque querem a titularidade do canterano na vaga de Karim Benzema. Repetindo o que disse acima: o Madrid não perde a 26 jogos, lidera a La Liga e seu grupo na Champions.

Ou seja, bem ou mal, a estratégia de Zidane está funcionando e torna-se absolutamente desnecessário comprar uma briga com Benzema neste momento, até porque o francês tem um histórico razoável de lesões e isso pode fazer com que Zidane nem precise criar uma situação para escalar nos 11 iniciais o queridinho da imprensa.

Ademais, Morata nada mais está fazendo do que dar conta do recado quando surge uma oportunidade. Está fazendo muito bem, aliás. Assim como há muito tempo vem fazendo outro canterano: Lucas Vázquez.

Mas sabemos como funcionam as coisas em Madrid. Lembram do caso de Iker Iscariotes? Então...

Uma situação incômoda para Zizou que tem um problema muito maior para resolver, ou, ao que tudo indica, continuar resolvendo.

Há vida sem Casemiro

Com Carlo Ancelotti o time parou após uma inesperada lesão de Luka Modric. Nesta temporada, a situação se repetiu, só que com Casemiro.

O problema é que Zizou demorou para enxergar o óbvio: sem Casemiro, o 4-1-4-1 teria de ser temporariamente abolido, uma vez que não temos no elenco outro jogador como o brasileiro.

O nível de jogo despencou e os resultados começaram a incomodar. Foi então que apareceu Kovacic ao lado de Toni Kroos no meio-campo com Isco de armador. Ufa! Finalmente o time saía do 4-1-4-1 e passava para o 4-2-3-1. Coincidentemente ou não, os bons resultados voltaram e, na última rodada, outro problema foi resolvido.

Cristiano Ronaldo

Para Cristiano não basta dar assistências, ele tem que marcar. Não basta jogar bem e ser participativo: tem que marcar. A imprensa e até mesmo os torcedores de forma geral avaliam as atuações do melhor jogador do mundo com base numa só coisa: gols. O difícil é que a média de gols de CR7 pelo Madrid segue acima de um tento por jogo, o que é algo inexistente, fora do comum, do padrão humano.

Portanto, quando a média cai para um gol a cada dois jogos, as coisas ficam difíceis e aí teorias e mais teorias começam a surgir. Até alguns devaneios, como o de que ele teria pedido impedimento num gol de Morata por puro egoísmo (sério, teve isso).

Com o hat-trick diante do Alavés, na última rodada da La Liga, Cristiano chegou a sete gols na temporada em dez jogos, mais quatro assistências. Se contar os dois jogos que fez pela Seleção já nesta temporada, são 12 gols e 4 assistências em 12 jogos. É...

Consolidação

Os próximos dois jogos, frente Legia pela Champions e Leganes pela La Liga, que antecedem o clássico diante do Atlético, devem consolidar essa subida de produção do time e de Cristiano. É possível também que nesse meio tempo Casemiro volte à equipe e que Benzema tome alguma atitude para mostrar que deve continuar sendo indiscutível.

Tudo está caminhando bem, mas falta tranquilidade.

Bola de Ouro

Mesma história de sempre: chega final de ano e todos ficam estéricos para saber quem receberá o prêmio. Já disse em outros textos que não me importo muito com tal honraria desde que Messi a conquistou em 2012, e não Ronaldo. Mas sabemos que nosso ídolo fica felizão cada vez que vê seu trabalho sendo reconhecido e bajulado. Portanto, só nos resta torcer por mais uma conquista, conquista esta que os próprios fãs de Messi, membros da imprensa (pois é), vêem como praticamente certa.

Por mim, posso dizer que nem as quatro Bolas de Ouro de Cristiano juntas me dizem mais que aquela final da Eurocopa ou que a comemoração após o pênalti decisivo na final da última Champions. Mas isso é só o que eu penso...

No mais,

"Hala Madrid".


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