Existem outras receitas: Barcelona, Fluminense e as redes sociais!
A última década foi de crescimento exponencial das redes sociais. Como não poderia deixar de ser, o esporte vem se inserindo naturalmente nestas plataformas digitais, aproveitando o interesse maior ainda dos torcedores e potenciais consumidores. Mas será que é possível ganhar dinheiro com ações dentro destas redes sociais? Ou o principal resultado da boa exploração delas é mesmo a aproximação com os fãs? Exemplos mundo afora (e por aqui também) mostram que não só é possível, como se faz necessário clubes e atletas voltarem seus olhares para esta fatia do mercado.
Não à toa, o clube referência quando falamos em faturar por meio da internet é o Barcelona, segundo matéria do site Mkt Esportivo. Também impulsionado pela legião de fãs que o bom desempenho em campo trouxe, o clube catalão explora como ninguém o mundo virtual. A lógica é a mesma do ‘mundo real’: quando mais torcedores no estádio, maior é o lucro.
Ao assumir como diretor de novas tecnologias do clube, Didac Lee definiu que quanto mais tráfego na web, maior seria a receita. Nos últimos três anos, com a adesão de sete novos idiomas ao seu site oficial (totalizando 10 línguas), o Barcelona viu seu número de acessos (7 milhões/mês) e novos seguidores dobrarem. E o clube garante nada menos que 30 milhões de Euros, por temporada, provenientes de seu site e de contas em Facebook, Twitter, Google +, Instagram, Youtube e na chinesa Sina Weibo.

Mas além de simplesmente converter o tráfego em receita, é imprescindível a manutenção do fã ‘consumindo’ o seu clube ou atleta preferido. Pensando nisso, cada vez mais os clubes lançam campanhas inovadoras em suas redes sociais, muitas delas utilizando seus craques. Um exemplo muito legal foi a ativação da Juventus, explorando o ídolo Andrea Pirlo, com a hashtag #PirloIsNotImpressed. Em um vídeo, o clube conclama seus aficionados a tentarem impressionar o capitão da Vecchia Signora.
E no Brasil, este mercado pode ser explorado?
Os clubes brasileiros precisam dar atenção especial ao mercado digital. Cada vez maiores, as instituições deixam de explorar fatias significativas do mercado, mesmo sabendo que há torcedores ávidos por consumir seu time online. Prova disso é o estudo feito pelo Facebook, divulgando as preferências do público interessado por futebol dentro da plataforma. Entre os países com o maior número de fanáticos está o Brasil, no topo absoluto do ranking com 54 milhões de apaixonados.
Existe uma corrente de ações em redes sociais vindas dos nossos clubes. Vamos destacar o Fluminense, que apareceu em alguns sites especializados por “provocar” rivais nos últimos tempos, como mostra esta publicação do site Globoesporte.com . É interessante ver o uso de uma forma ativa, mas o que fica de lição para todos os envolvidos com ativação pelas redes sociais é o retorno financeiro que ainda pode ser explorado.

Vendo os números de fanáticos brasileiros, acreditamos que campanhas sólidas com fins lucrativos podem ter grande sucesso. Patrocinadores pontuais e comércio eletrônico — vale a informação de que o consumidor brasileiro gasta o mesmo tempo de compras on e off line atualmente — são apenas dois rápidos exemplos de ações extremamente oportunas.
Os formatos para se gerar receitas existem. Basta aos dirigentes se cercarem de profissionais qualificados para transformar o fanatismo do torcedor brasileiro em receita. Afinal, seja em Barcelona, Rio de Janeiro, Pequim ou New York, o cálculo de Didac Lee seguirá o mesmo: quanto mais tráfego, mais receita.
Email me when Gama gestão de imagem publishes or recommends stories