Vôlei x basquete: Escândalos e corrupção de um lado, exemplo na gestão de outro

O post de hoje nos remete a outras duas postagens já feitas aqui no blog. Ambas sobre dois dos principais esportes do país, porém uma positiva e outra negativa. E não é que as duas voltaram a ser assunto justamente no mesmo dia. Enquanto o vôlei segue nadando na corrupção e tentando escapar das irregularidades dentro da sua Confederação, o basquete só cresce e agora terá como parceiro a NBA, uma das instituições mais bem sucedidas dentro do esporte.

Em agosto, intitulamos um dos posts como “Para onde ruma o voleibol brasileiro?” e hoje sabemos com mais precisão a resposta. Ruma para o fundo do poço, caso nada seja feito para resolver todas as acusações de corrupção que hoje sabemos que eram verídicas. Enquanto isso, o basquete faz uma cesta de 3 pontos atrás da outra, dando exemplo de credibilidade, organização e transparência de gestão. Tratamos sobre isso em outubro, no post “Grana pesada: investimento da NBA no NBB promete revolucionar o basquete brasileiro”.

Banco do Brasil bancava os jogos da Seleção e dava nome o torneio nacional de vôlei de praia. Na Superliga, porém, os clubes nunca viram entrar a grana do BB. Foto: CBV

Coincidência ou não, no mesmo dia em que a LNB (Liga Nacional de Basquete, que comanda os campeonatos nacionais) anunciou parceria com a NBA, o Banco do Brasil anunciava a suspensão do contrato de 23 anos com a CBV. O maior patrocinador da entidade interrompeu o repasse de verbas, poucas horas após ser revelado um relatório da Controladoria Geral da União (CGU), confirmando os desvios.

Desde o início do ano, várias suspeitas foram levantadas contra a gestão da CBV, todas elas devidamente comprovadas. Atletas, clubes e treinadores estão cada vez mais apreensivos com a situação. Vários deles já vem se manifestando há tempos nas redes sociais, cobrando explicações da entidade, que enriquecia enquanto o campeonato nacional perdia cada vez mais prestígio e via clubes fechando ano após ano.

Todo know-how da NBA, a serviço do basquete brasileiro. Fora a grana que entrará. Foto: LNB

Na contramão da corrupção, a LNB administra o basquete brasileiro desde que representantes do esporte romperam com a federação e fundaram a Liga, com apoio total e irrestrito da TV Globo. Agora com a chegada da NBA na gestão dos campeonatos, a TV ficará restrita aos direitos de transmissão. A liga norte-americana busca fortalecer sua imagem no país, um dos seus principais alvos comerciais, compartilhando a experiência que tem em termos de gestão. Os brasileiros contam com isso para alcançarem alguns objetivos que tanto sonham para o seu campeonato.

Enquanto o voleibol, ainda o segundo esporte do Brasil, vem descendo ladeira abaixo, o basquete só cresce. Mas independentemente do desempenho dentro das quadras, a gangorra parece estar começando a pender para o outro lado.

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