
juras de plástico
Os céus noturnos mais envolventes são formados após as chuvas; resplandecem, de maneira límpida, os segredos do universo em expansão.
Seus pontos brilhantes, outrora apenas estrelas e planetas, agora dividem o espaço com satélites e lixo espacial.
Quantas juras de amor já não foram feitas à criação dos humanos? Perdemos as contas das juras intermináveis, mas de plástico.
De plástico porque, tão duráveis quanto o diamante durante uma encarnação, eles são oferecidas ao limbo, ao invés de receberem o tratamento dado à joia.
São amargas pela memória, não desaparecem dos pensamentos, contudo, fingimos a demência quando indagamos a veracidade dos fatos.
Mas elas ainda estão lá, vagando por outras águas e deixando o rastro sonoro do doce provado pelos amantes, até reencontrarem um outro alguém, a fim de ressignificá-las na reciclagem do amor.
