Tradição (in)existente

Tantos almejam a felicidade materializada em vida; mas como respeitar ditadores de padrões, se o amor é fluidez?

Tais, são eles, ao imporem a fronteira onde nunca existiu; com limitação, o controle do etéreo engrandece.

Tal, o qual, aceita como um mandamento e o chama de lei; quem é o seu líder, afinal?

Tradição é camuflada de egoísmo; lembre-se, amor é fluído e não há rigidez.

Trata-se, quase sempre, de um ou mais desejos pessoais; esses ecoados em lagos de infinitos particulares ao serem atingidos pelas pedras dos egos.

Trazemos, portanto relembramos, o sentido da luz e da sombra; do panorama da vida etérea, mas dos desafios celestiais.

Tremendo o esforço da recuperação, o fôlego do abstrato recorta a realidade de plástico, transformando-a em pontos luz.

Transparência, em terra de sombras, as luzes regozijam a alma escondida pelos entulhos da vaidade; máscaras se desfazem como o pó de quem as fabricou.

Tranquila, a morte é concebida como a renovação e, não mais, como uma convidada indesejada numa tarde de veraneio.

Trajando a túnica da consciência, ela carrega a foice da sabedoria; afiada pela mola das palavras, a lâmina da consciência estripa o orgulho e padece sob mentiras.