dia 09 — idiossincrasia


Do Gr. idiosygkrasía < ídios, próprio sýkrasis, constituição, temperamento s. f., Disposição do temperamento de um indivíduo para sentir, de um modo especial e privativo dele, a influência de diversos agentes; Reação individual própria a cada pessoa; Maneira pessoal de ver o mundo.

O que uma pessoa sente quando tira um selfie e posta com uma mensagem de motivação vinculada? O que você sente quando está incomodado com um comportamento fora do usual de alguém próximo? O que eu sinto quando lembro do café com pão que tomava na padoca quando ia visitar minha esposa na cidade em que ela estudava?

Algumas vezes quis levar pessoas que eu gosto a lugares que tinham significados especiais para mim, e a decepção era enorme em ver que nada daquilo significava para esta pessoa, um drama de normalidade. Sinto isso claramente nos sintomas da idade, quando conto com idiossincrasias de cultura geral comum à minha geração para o entendimento da conversa, e a pessoa não compartilha.

Quando sentei no sofá para escrever o texto de hoje, pensei em algumas idiossincrasias que protegem a peculiaridade do ser humano, e como outras o achatam dentro da teimosia de ver as coisas de uma maneira só. O sono novamente só me deixa pontuar uma coisa: o seu normal, o meu normal, não é o de todo mundo. Não devemos deixar que um viés idiossincrático delibere sobre as liberdades universais. Normal é cada um ser e sentir da maneira que lhe convir, e também é natural. Sejamos naturais! (continua amanhã…)