Sobre divergência de opinião e ruptura de relações por causa de política

Eu não vejo nenhum problema em acabar relações por questões políticas
Eu não gosto dessa paumolice liberal de tolerar qualquer tipo de posição política em nome da sagrada liberdade de expressão. Eu não traria pra minha cama um homem que é contra o aborto e nem apresentaria aos meus amigos alguém que se diz “liberal na economia e conservador nos costumes”.
Eu não quero papo com ninguém que considere o Bolsonaro ideal pra alguma porcaria. Não passa sequer pelo meu campo de percepção, eu tenho tolerância somente com pessoas que eu já tenho laços e uma história, quem tá chegando agora só mando dar meia volta.
Pelo menos nas minhas relações, posicionamentos políticos são determinantes. Divergências de gostos pessoais é quando eu falo que Sion Sono é melhor que Bergman, quando falo que purê de batata no cachorro-quente é grotesco ou quando não é nada demais botar ketchup na pizza, que as praias de SP são feias ou que a culinária nordestina é a melhor do país e não quando se trata de questões fundamentais da existências de grupos minoritários.
Não me sinto responsável pelos pensamentos de terceiros e não tenho que tolerar posicionamentos que — em um momento de crise — não hesitaria em tirar os meus direitos se for pra se estabelecer. A corda sempre arrebenta pro lado mais fraco e eu não posso me dar ao luxo de performar cordialidade “em nome dos velhos tempos”, ninguém deveria.
