LOST

È a terceira vez que tento escrever esse texto, as outras duas foram sabotadas pela memoria do meu celular no fim da escrita, mas enfim, vamos lá, tenta mais uma vez.

Em meio a fila do banco, tentando esquece o quanto odeio filas e todo o “ar” que o banco tem, tento achar algum devaneio para esquecer o tempo e consciência , até chegar a hora que minha senha fosse chamada, tentei um devaneio mental, ficar imaginando coisas mirabolantes, ou o próximo filme trash que pretendo fazer, mas de toda as coisas decido ficar brincando com meu cartão do banco, em meio a brincando, sou atingindo por um anagrama escondido nele, um anagrama de números que formam letras, os números 7051, ao contrario, formando a palavra LOST, perdido, desorientado, nisso me perco nos meus pensamentos, me sinto como se fosse uma ave, que acaba de ser abatida e cai se debatendo no chão, com a dor de saber que nunca mais conseguira voar ou encontrar teu destino, pois afinal, é assim que me sinto a meses, perdido, desorientado; perdido no amor, na faculdade, na sociedade, em cada espaço social que tento penetrar me sinto desorientado, procuro algo e nunca encontro, cada vez mais as relações se tornam efêmeras, volúveis, não vejo sentindo em certas coisas que via no passado nem em novas, procuro, caço, vasculho, cada pedaço de mim mesmo e dos outros, cada entranha de um possível sentimento ou energia, em busca de algo para compreendo as coisas, nunca acho, nunca encontro, cada vez mais me sinto perdido dentro de mim mesmo, e dentro de quem me relaciono, no atual momento, sou um filme fotográfico, queimado pela metade, na qual nunca saberei o resto da foto, e só é possível ficar nos devaneios de como seria.

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