tédio produtivo.

Oi!

Vamos discorrer sobre o tédio. Afinal, só ele mesmo para me fazer escrever aqui.

Há séculos que o tédio vem sendo desvalorizado, subjugado, amaldiçoado…mas quem o causa? A preguiça? A gripe? As cidades do interior? A internê?

Fato é que, grandes histórias surgiram a partir de um momento de tédio.

Eu, por exemplo, quando morava sozinho, colecionei algumas para contar. Como a vez que tentei matar drosófilas com um “Raid mata barata” e um isqueiro. O resultado foi a lixeira chamuscada e 0% de eficácia (só depois descobri que é impossível matar drosófilas).

Em outra oportunidade — dessa vez quando morava com meu irmão — decidimos atear fogo em uma lata de Pringles dentro da banheira (pra que isso, jovem?). A combinação fósforos + desodorante + tédio é perigosa.

Quantas vezes já me peguei com uma tesoura/lâmina de barbear/cera e fazendo mierda? Difícil calcular.

Estes casos se enquadram no chamado “Tédio produtivo”.

Outros exemplos: assistir episódios seguidos até aparecer aquela tela do Netflix te julgando por não sair da frente da tv; contar quantas teias de aranha existem na sua casa, fingir que não tem louça pra lavar, tentar apagar a luz com o controle remoto, tentar assobiar utilizando os dedos (não dá!).

(Meu raciocínio lógico as vezes finge que não existe)