Engajamento ou produtividade

Gustavo de Arriba
Feb 25, 2017 · 2 min read

Resolver problemas é a essência de qualquer gestor. Há problemas cuja solução é difícil de diagnosticar, e outros onde ela é difícil de implementar. Mas há um terceiro elemento importante que muitas vezes passamos por alto, que se refere a própria formulação do problema.

Vamos pontualmente ao engajamento das pessoas nas organizações. É comum ouvir que ter pessoas comprometidas em qualquer empresa é chave para a melhora do seus resultados. Pesquisas recentes demonstram que o percentual de pessoas verdadeiramente engajadas nos Estados Unidos, no passa de 35 %, e esse número vem se mantendo ao longo dos anos. Podemos inferir que a situação no Brasil não deve ser muito diferente ao registrado pela Gallup.

Mas que é em definitiva estar engajado? É um conceito um tanto ambíguo, que depende de como é medido. Representa comprometimento, mas com que?
Pode ser satisfação com o trabalho, vontade de se esforçar em alcançar os objetivos da organização ou a defesa da empresa como um lugar muito bom para trabalhar. Tudo muito razoável, mas qual é nosso verdadeiro problema?

Ter pessoas engajadas ou melhorar os resultados da empresa?

Acreditamos que exista uma relação de causa — efeito, mas pode ser que tenha pessoas satisfeitas ou esforçadas e mesmo assim não consiga atingir meus resultados.
Será que nosso problema não passa então por ter pessoas produtivas? E será que sendo produtivas não se voltam comprometidas?

Agora se me apresentam três problemas:
a) Como defino a produtividade?
b) Como a meço?
c) Como melhoro a produtividade de um trabalhador do conhecimento?

A produtividade como conceito está associada a uma entrada e uma saída, que em nosso caso são metas a atingir e recursos a utilizar.

Metas estão associadas a responsabilidades e elas, por sua vez, são mais que dar explicações ou justificativas quando algo sai errado.

Responsabilidade é agir antes e não explicar depois. Responsabilidade é conhecer as expectativas, ter a capacidade de executar as atividades, receber um feedback pelos resultados alcançados e, por último, conhecer as consequências de haver cumprido ou não com elas.

Será que uma definição abrangente das responsabilidades, com tudo o que isso implica, e um acompanhamento adequado, com feedback incluído, não ajuda a que as pessoas se tornem mais produtivas?
Será que ver esses resultados melhorando não termina por melhorar a satisfação que cada um sente pelo seu trabalho?

Sim dúvida o anterior é o primeiro passo, mas o processo de melhora, seja qual for ele, tem um obstáculo do qual é difícil fugir, um verdadeiro gargalo.

Se quiser conhecer mais sobre os pivôs da gestão, leia O tempo como recurso mais escasso e Para que serve a informação?

Gustavo de Arriba
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