Por que monitorar postagens com geolocalização ativa nas redes sociais?

Muitas pessoas não sabem, mas o simples ato de ligar aquele "botãozinho" de localização no celular, abre espaço para uma imensidão de possibilidades, interações e captação de dados interessantes. Essa forma de identificar onde uma pessoa está a partir dos dados do seu dispositivo se chama geolocalização e funciona através da identificação do seu endereço de IP ou, como é comum nos smartphones, por coordenadas de um GPS integrado.

Algumas redes sociais, como Instagram e Twitter, já captam por default a localização de uma postagem. Isso faz com que os usuários possam compartilhar onde estão em tempo real e, no caso de postagens públicas, o conteúdo pode ser acessado pelo mundo todo.

Existem aproximadamente 2 bilhões de usários de redes sociais no mundo hoje em dia e 71% deles compartilham sua localização.

A questão é: o que fazer com esses dados? Como gerar inteligência em cima disso para converter vendas, compreender espaços e pessoas ou até mesmo, gerir melhor uma cidade? Como diferentes setores podem se beneficiar desses dados?

INTELIGÊNCIA SOBRE CONTEÚDO GEOLOCALIZADO

Existem diversas formas de extrair inteligência sobre os dados geolocalizados de redes sociais. Aplicar essa “inteligência” é monitorar e analisar vários fatores dentro das postagens e, a partir disso, encontrar informações, analisar contextos e conteúdos importantes.

Diferente do monitoramento tradicional de mídias sociais que utiliza palavras-chave e hashtags para encontrar conteúdo, o monitoramento geolocalizado pode captar conteúdos mais relevantes e específicos.

Os caminhos tradicionais para definir quais hashtags ou palavras-chave para serem monitoradas têm um limite. Dois terços do conteúdo de mídias sociais não pode ser encontrado apenas usando palavras-chave e hashtags convencionais, o que gera um gap de informações.
Afirma R.J. Talyor, membro da Mobile Marketing Association.

Além disso, o monitoramento geolocalizado torna possível criar uma relação entre o comportamento do usuário nas redes sociais e a sua localização.
Isso é juntar o espaço online e o espaço físico, extraindo o melhor que os dois tem a oferecer, analisando a experiência do usuário e sua visão sobre um determinados espaço, seja ele um shopping, uma loja, um evento ou um ponto turístico.

MONITORAMENTO GEOLOCALIZADO PARA AÇÕES DE MARKETING

Para o pessoal de marketing, o monitoramento de social media a partir do território pode ajudar, por exemplo, a se ter um maior entendimento sobre o perfil de uma pessoa que está em um ponto de venda: sobre o que ela fala, quais seus interesses, qual a sua percepção sobre a marca, etc.

Além disso, pode contribuir para se entender a percepção do público sobre suas campanhas externas, captar leads que transitam perto de uma loja ou qualquer outro local de interesse, oferecendo a mensagem certa, no contexto certo e para a pessoa certa. Ou seja, o monitoramento geolocalizado pode ajudar o time de marketing a ter insights para criar um conteúdo mais relevante.

A GEOLOCALIZAÇÃO PARA MONITORAR EVENTOS

Festivais de música, eventos públicos e até mesmo eventos menores costumam ter uma grande quantidade de posts feita nos locais onde acontecem. Monitorar esses espaços para entender o comportamento do público no local torna possível uma melhor análise da experiência das pessoas em relação ao evento: permite a identificação de possíveis problemas e o desenvolvimento de soluções para eles em tempo real.

Por exemplo, durante Rock in Rio 2015, a Geist trabalhou no monitoramento e análise dos posts publicados dentro da Cidade do Rock para auxiliar a operação interna do evento, identificando problemas e sugerindo soluções.
O resultado final foram ações para sanar problemas na hora em que eram identificados e a elaboração de um relatório de pontos a serem olhados com maior atenção pela equipe do evento nas suas próximas edições.

ANÁLISE DE CONTEÚDO GEORREFERENCIADO PARA AJUDAR NA GESTÃO DE CIDADES

Gerenciar o funcionamento de uma cidade não é muito simples. Hoje em dia, fala-se muito das smarts cities e de como tornar uma cidade mais inteligente. 
O monitoramento geolocalizado de redes sociais é um ponto importante dentro desse processo, já que com ele é possível identificar a opinião da população sobre uma ação do governo e também problemas da cidade.

O Rio de Janeiro, por exemplo, possui o Centro de Operações Rio, o COR, órgão da Prefeitura que monitora a cidade 24h por dia, contribuindo para a gestão de mobilidade, acidentes, casos de falta de luz ou água e, até mesmo, em questões climáticas. Uma das formas do COR ficar mais próximo do cidadão é a partir da análise de posts geolocalizados feitos na cidade do Rio, ou seja, além de monitorar as redes sociais da forma tradicional: a partir de palavras-chave e hashtags, eles também analisam os locais das postagens para identificar problemas urbanos e opinião pública sobre qualquer ação da prefeitura.

ALGUMAS PLATAFORMAS DE MONITORAMENTO

Existem, no mercado, diversas ferramentas que realizam monitoramento geolocalizado, como: Geofeedia, Sysomos, Market Me Suite, We Link e Hootsuite, cada uma com características diferentes, de acordo com a necessidade de quem as utiliza.

O FUTURO DA GEOLOCALIZAÇÃO

Já dá pra entender que a geolocalização é a tecnologia que veio para aproximar e aprimorar experiências das pessoas ao possibilitar o entendimento da correlação entre elas e os espaços. Além de ter um alto poder social, os serviços baseados em localização (LBS) auxiliam, e muito, marcas e gestores a conhecer melhor o seu público e extrair tudo o que esses dados têm a oferecer.

Talvez, falte pouco para vivermos num mundo inteiramente conectado, integrando espaços físicos e espaços virtuais aos comportamentos humanos dentro deles. Para isso, é necessário darmos cada vez mais atenção pra esse tipo de informação e aprendermos como utilizar esses dados para melhorar experiências e extrair benefícios.

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