É tudo muito inevitável

Dor e sofrimento são inevitáveis, disso sabemos muito claramente. Porém, até quando tanta dor é suportável? Há pessoas as quais gostam de definir em compartimentos diferentes cada tipo de dor, embora não acho possível classifica-las, claro que não, cada dor é única a sua maneira. Por exemplo, temos a dor por empatia, aquela dor que você sente pelo outro. Quarta-feira passada, fui a um velório de um senhor, ele já tinha por volta dos 90 anos, viveu a vida no interior do estado, conquistou tudo sozinho, criou seis filhas e um filho com muito suor, e enfim faleceu. Mas, não antes de sofrer bastante. E esse tipo de dor, classificado como sofrimento, se caracteriza como uma dor apenas sua, a qual muitas vezes, as pessoas possuem conhecimento porém não conseguem sequer imaginar física ou emocional.

Leonid Afremov

Tantas vezes tentamos explicar o que não se explica, tentamos definir e compartimentar o que não é possível, várias pessoas compartimentam sentimentos, sentem por partes, amam em partes bem pequenas, sofrem em partes menores ainda. Ninguém quer sofrer. Mas, é preciso, é uma experiência necessária, não apenas para a maturidade, porém para ser quem você deve ser.

É como um autor contemporâneo de um dos best sellers mais famosos há alguns anos falou através de um personagem que viveu entre o limiar da dor e da morte, “a dor precisa ser vivida”. Falta vivermos o que deveríamos viver, então sinta quando o seu próximo estiver a sofrer, sinta quando o relacionamento não der certo, mas sinta algo, sempre.