Mulheres ainda meninas

Hoje cedo estava lendo uma matéria da BBC e me deparei com uma realidade que nunca tive muito contato, como pertencente da classe média os raros casos de gravidez na adolescência/infância estavam longe do meu convívio, porém vejo que no Brasil é cada vez mais comum e pouco se faz em relação a isso, uma das falas da reportagem foi a seguinte: “ ‘Hoje, nessa faixa etária de 10 a 14, nada tem sido feito no campo das políticas públicas de educação e sexualidade. Não existe uma diretriz nacional. Isso acaba virando um tabu e, como consequência, temos as crianças engravidando’, critica Rebeca Otero, coordenadora de Educação da Unesco no Brasil.”
E eu me pergunto, por que ninguém faz nada? Uma realidade tão gritante como essa e ninguém faz nada, preferem calar e silenciar as vítimas, muitas vezes culpando-as com ataques como “abriu as pernas agora aguenta” vindo por vezes das próprias famílias. 
Uma das meninas falou o seguinte: “Eu não sou senhora. Tenho que ter responsabilidade por causa dela, mas não tenho que ser senhora. Me senti abandonada, senti revolta”.
Meninas que possuem entre 10 e 14 anos, crianças que tiveram a sua infância roubada por falta de conhecimento, de estupro de namorados ou até mesmo parentes, tios, pais, irmãos e principalmente padastros. 
E o que fazer? Essa pergunta martelou a minha mente por toda a leitura do texto. O que eu como Adventista posso fazer, o que me permite? Pois muitas vezes a violência contra a mulher ocorre dentro do meu evangélico, li uma reportagem que 40% dos abusos sexuais e estupros ocorrem dentro do meio evangélico que incentivando a manter uma família “unida” prefere calar e pensar “é o pai dos meus filhos”, isso sempre me incomodou e ao navegar pelo twitter achei uma foto interessante, essa que acompanha essa postagem e senti orgulho de fazer algo de ser parte de campanhas de conscientização por meio da igreja que frequento, esse projeto denominado de Quebrando o Silêncio não é novo e nem vai deixar de existir tão cedo, percebi que o meu dever de cidadão se simultaneamente ao de cristã e vou lutar contra a violência que assola as nossas meninas e mulheres, pois somos nós que devemos nos posicionar, enxergar-nos como amigas e antes de tudo mulheres.

Matéria da BBC: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40969456…

Fonte da pesquisa sobre violência doméstica: http://noticias.adventistas.org/…/estudo-aponta-que-40-das…/

Site do Quebrando o Silêncio: http://quebrandoosilencio.org/

#QuebrandooSilêncio