Pulso, logo impulso.

“ Once you eliminate the impossible, whatever remains, no matter how improbable, must be the truth.”
Arthur Conan Doyle

Impulsividade, por vezes é remetida à imaturidade, erro, inconsequência. Não consigo pensar em significações positivas, mas de uma coisa eu sei: é necessária.

Um sonho adiado, um suspiro perdido em frente à uma agência de viagens, um quarto cheio de ideias e poucas coragens de serem realizadas. Sonhos insanos e coragens mais insanas ainda.

Viajar está no sangue, seja para outro estado ou para outra cidade, o anseio por conhecer culturas, climas, pessoas, sempre existiu; porém, adversidades se fazem presentes em dias que você menos espera. Cá entre nós, não espero viajar para fora do país antes dos trinta anos, após formada e com um bom emprego, é simplesmente assim, não é? “As coisas não estão fáceis, é a crise.”

No último dia 15 de novembro, fui a um shopping improvável, e passei uns bons minutos em frente a uma agência de viagens, faltou-me coragem, parti. Voltei pouco antes de ir embora, pensei, pensei de novo, fiz as contas, refiz. Parti, mas não era mais a mesma, algo mudou; uma chama de esperança surgiu, por que não?

Passei toda a semana pesquisando sobre destinos possíveis e impossíveis, juntei todo o medo, a insegurança, todos os comentários negativos, joguei para o alto e comprei uma passagem! Merecia esse presente.

Impulsiva, sim. Não se faz vinte anos todos os anos, posso dizer, vou sair do país e iniciar um percurso que não tem mais volta.

Buenos Aires, você foi a escolhida!

Buenos Aires — Argentina