Por que empreender?

O sentido do termo empreender é amplo e pode ser interpretado de diferentes maneiras, mas aqui, iremos tratar do empreendedorismo que mais ouvimos falar: aquele em que o sujeito finalmente se despede do modo mais tradicional de sobrevivência e parte para uma vida mais interessante, desafiadora e de oportunidades que lhe farão prosperar com base nos seus próprios resultados.
 
Eu acredito que um ser empreendedor de verdade é iluminado e têm a missão de sanar questões ainda mal resolvidas na sociedade, lucrar com isso e dar oportunidades enquanto anseia naturalmente “mudar o mundo”, transformar vidas.
 
Na teoria tudo isso é de fato muito belo e inspirador, mas, empreender requer muita garra, foco, criatividade, disciplina e claro, algumas taxas e impostos (naquele jeitinho bem brasileiro, rs). Em nosso país, infelizmente, ainda não somos educados financeiramente, muito menos incentivados a empreender, pelo contrário, desde pequenos em casa e nas escolas somos treinados a estudar muito para que possamos ser funcionários de alguém. OK, mas há algo de errado nisso?
 
Bom, não há nada de errado em ser funcionário, ter chefes, hierarquia, enfim, se você está bem como está, trabalhando para uma empresa e tendo os resultados que deseja, ótimo. Agora há muita gente com ânsia de criar o seu próprio trabalho e fazer dele o seu ganha-pão, na realidade muito mais que isso, a sua liberdade.
 
O fato de ter noções de empreendedorismo, administração e principalmente liderança criativa não quer dizer que necessariamente deve-se montar uma empresa, mas sim, ter visão de negócio. A palavra-chave é exatamente esta: visão de negócio. Esse é o tipo de conhecimento que torna qualquer indivíduo muito melhor preparado para os grandes obstáculos que cada mercado possui e sempre um passo a frente em relação à maioria que simplesmente deixa a onda levar.

“VISÃO DE NEGÓCIO É ESSENCIAL PARA QUALQUER EMPREITADA”

Particularmente sou apaixonado pela ideia de poder criar negócios, soluções, ser diferente do cenário comum e com isso fazer aquela tão almejada parcela de contribuição para transformar o mundo e as pessoas… Ah… isso é muito realizador! Quando nos deparamos com algum empreendedor que ao contar sobre seu negócio fica com os olhos brilhando, completamente aficionado e confiante daquilo que acredita ser o melhor para seu setor, para a sociedade, isso nos inspira de uma maneira que é impossível não passar pela cabeça a vontade de tentar fazer algo dar certo ou finalmente tirar do papel aquele velho projeto em rascunho que só não ganha vida pelo medo natural que temos de arriscar.
 
Atualmente passamos pela era das startups, que são empresas com intuito inovador, geralmente de cunho tecnológico, ecológico e/ou social com um business plan bem definido e focado no crescimento rápido, na escalabilidade. Claro, com aquela pitada de risco e incertezas de mercado que qualquer negócio possui. Para que esse tipo de empresa ganhe visibilidade e estrutura busca-se o apoio de aceleradoras, que são grupos de investidores dispostos a investir na validação de um projeto com potencial declarado.
 
Podemos destacar hoje inúmeras startups que deram certo e se tornaram grandes corporações de reconhecimento internacional (não preciso nem citar Google, Facebook, Twitter etc.) como as brasileiras Buscapé, boo-box, Easy Taxi entre outras. Todas essas empresas surgiram da necessidade unida à criatividade e claro, com pé no chão e muito trabalho para gerar resultados, porque como sabemos uma ideia flutuando na cachola ou anotada num bloco de notas não vale absolutamente nada. Ação é tudo.

“UMA GRANDE IDEIA SEM AÇÃO NÃO VALE ABSOLUTAMENTE NADA!”

Creio que qualquer indivíduo possui poder e capacidade suficientes para mudar sua realidade. Sabemos que, com base na psicologia elementar aliada à filosofias de prosperidade — e conceitos de empreendedorismo — tudo nasce a partir do pensamento. Funciona basicamente assim: surge um pensamento, que vira sentimento, esse sentimento leva à ação e a ação gera resultados. Esse princípio é naturalmente aplicado por qualquer ser humano que, se por acaso, deseja empreender, o fará. Do jeito que está, onde está, com o que tem.
 
Outro dia assistindo a um vídeo muito interessante do historiador Leandro Karnal (que aliás sou um grande admirador) presenciei ao final da palestra (ou um tipo de bate-papo gourmet) a opinião do PhD sobre empreendedorismo, onde ele diz — entre outras coisas — que quem acredita que “o pensamento cria” é esquizofrênico e reage à uma “teologia do empreendedorismo” e ainda ironiza a máxima “basta pensar, querer e agir para sair da pobreza”, citando-a com sarcasmo. Bom, esse é o tipo de opinião que respeito porém discordo, não faz parte do meu mindset. Se o fato de pensar, desejar e agir não trará nenhum tipo de resultado benéfico a um indivíduo então eu não sei o que o pode fazer. Concorda?
 
E por outro lado simpatizo muito com a filosofia e os ideais de personalidades (não niilistas) como Napoleon Hill, Dale Carnegie, Buckminster Fuller e incontáveis outros grandes líderes que, no mínimo, levaram mais inspiração e conhecimento ao mundo.
 
Em sumo, é garantido que a cada novo empreendedor que surge mais chances o mundo tem de evoluir, crescer, prosperar, mais pessoas podem se conectar direta e indiretamente, novas oportunidades são lançadas no mercado entre outros tantos benefícios que tanto o empreendimento quanto aqueles que colaboram para seu crescimento podem usufruir.