11.julho.2016

Uma amiga está mal. Quando me deparo ante etéreos devaneios e pensamentos nebulosos sobre quem sou, e como consegui os parcos amigos que mantenho, recordo a questão que propus a eles em momentos diferentes; não foi a mesma indagação para cada, não leitor. Longe disso, a priori pois minha memória se encontra gasta e cheia de bobagens, num segundo momento, cada amigo exala insumos para fornecer questionamentos singulares. E a brincadeira funciona assim: saio, eu e o(a) amigo(a) da vez, tomamos algo, digamos cerveja, e enquanto proseamos tento trazer reflexões e/ou críticas a cerca de um assunto cômodo a pessoa; parece grande coisa, parece bem-pensado, mas no fundo, são só uma ou duas perguntas que lanço, colho a resposta, memorizo e tempos depois re-pergunto. As mudanças nas respostas compreendem um espaço que vai do microscópio ao telescópio. Sério, é uma constatação divertida; tente.

E olha só, divagando novamente. Este pensamento, do paragrafo anterior, floresceu porquê sempre que penso nestes amigos, sempre que procuro prestar algum auxílio a eles, inexoravelmente volta a memória a ‘questão do amigo’. […]

O caso é que me frustra ver alguém assim. Me frustra saber que não posso fazer nada para ajudar; sequer sei por onde começo.

Não obstante, me solidarizo ante suas prerrogativas e tento ser compreensível. Tento animar, e tento ser uma companhia agradável — geralmente não sou; afirmo pois convivo comigo há quase três décadas . Bom, nem sempre consigo ajudar. Enquanto isso sigo tentando.

Estimo melhoras.

GW.