“Gracías Manu”: o adeus de uma lenda!

O argentino mais querido do mundo, Emanuel David Ginóbili anunciou na última segunda-feira (27) em seu Twitter, que irá se aposentar das quadras após 23 anos de uma vitoriosa e brilhante carreira, tornando-se apenas o segundo jogador da história além de Bill Bradley a ganhar os títulos da NBA (2003, 2005, 2007 e 2014), Euroliga (2001) e Jogos Olímpicos (2004).

Ginóbili deu seus primeiros arremessos em 1995 no Andino Sport Club, na província de La Rioja, há mais de mil km de Buenos Aires. Em 96, Manu se transferiu para o clube de sua cidade natal, o Estudiantes de Bahía Blanca, onde foi prata no sul-americano de 1999, seu último ano no clube argentino.

Em sua carreira na Europa, o ala argentino subiu para a série A da liga italiana com o Reggio Calabria em 1999 e foi campeão da Euroliga pelo também italiano Bologna em 2001. E mais: foi eleito o MVP da competição naquele mesmo ano antes de se transferir em definitivo para San Antonio em 2002.

GÊNIóbili também doutrinou com a camisa da seleção de seu país. Foi ouro olímpico com a Argentina em 2004 derrotando a seleção americana de Tim Duncan, Allen Iverson e companhia na semifinal, em uma partida histórica do ala que anotou 29 pontos e levou os hermanos para a final contra a Itália (acabaram vencendo por 84–69). O camisa 5 ainda conquistou as medalhas de prata, no mundial de 2002, e bronze, nas Olimpíadas de Pequim em 2008.

Na franquia do Texas, Manu angariou quatro títulos, ganhou o primeiro e único prêmio individual de um sul-americano na história da liga norte-americana: o de melhor 6º homem em 2008.

Ginóbili ainda fez parte do Big Three mais vencedor de partidas dos playoffs da história da NBA junto de Tim Duncan e Tony Parker, ultrapassando os 110 triunfos de outro trio lendário formado por Kareem Abdul-Jabbar, Magic Jhonson e Michael Cooper dos Lakers nos anos 80.

Como brasileiro, ao mesmo tempo que sempre temi o confronto contra os hermanos, sempre me orgulhei de como o ala deixava tudo em quadra, todo o seu sangue e seu suor em busca da vitória.
Sua garra, sua força de vontade, sua inspiração para motivar seus colegas sempre encheu os meus olhos, mesmo sendo educado desde cedo, por causa da cultura do futebol em nosso país, a odiar os argentinos. No entanto, se tratando da seleção argentina de basquete, nunca consegui (por mais que tentasse), alimentar esse ódio dentro de mim.
A chamada geração dourada, de nomes como o próprio Ginóbili, Pepe Sanchés, Luís Scola, Andrés Nocioni e Fabrício Oberto sempre me fez torcer para a Argentina quando o rival não era o Brasil do outro lado da quadra.

Como torcedor do Spurs, como dito no texto da despedida de Parker, aprendi a amar o basquete graças a equipe campeã de 2007 na final contra o Cleveland de Lebron James e do brasileiro Anderson Varejão.
Mesmo vindo do banco na maior parte de sua carreira, Manu sempre foi o ponto fora da curva do Spurs, com assistências fenomenais, bandejas elásticas com todo o suíngue argentino, além da já conhecida e motivante garra que o camisa 20 sempre demonstrou como sua principal característica dentro das quatro linhas.

Apesar de chateado com o anúncio de sua aposentadoria, fica aqui meu agradecimento a Emanuel Ginóbili, não somente pelos títulos que trouxe para San Antonio, mas por ter escrito e ter feito parte não somente da história do basquete argentino e sul-americano, mas do basquete mundial!

Obrigado Manu por ser o MELHOR E MAIOR JOGADOR SUL-AMERICANO DA HISTÓRIA DO BASQUETE!

Gracías por todo, Manu #20!

Georgios Konstantinos Tsoukas

Written by

Torcedor do San Antonio Spurs que dá sua opinião sem ninguém ter solicitado. Escrevo sobre NBA no Medium e sobre NBB e seleção brasileira no Jumper Brasil.

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