O Verme dos Dejetos

A complexidade de um simples antônimo

Quando alguma coisa atinge determinado grau de excelência passa a poder ser denominado de “A Cereja do Bolo”.
Este não é um texto fitness e é plausível imaginarmos que na fatia do bolo mais delicioso e com a cobertura mais desejável e perfeita esteja, lá no alto, rutilando em sua vermelhidão translúcida, a cereja mais perfeita e saborosa do século se equilibrando como uma jóia preciosa: cultivada com todo o carinho e recursos possíveis, colhida no momento exato da maturação e posta ali para coroar todo um trabalhoso processo culinário!
Ela, a cereja, não precisa fazer nada, pois sua simples existência já é suficiente para abrilhantar o ambiente a seu redor e, sem dúvida, torná-la desejada.

Não sei se esse adjetivo, “cereja do bolo”, é exclusivo do Brasil, mas devem haver equivalentes internacionais para designar a excelência à qual estou tentando me referir.
A questão é que ontem, após tomar conhecimento de um fato absolutamente idiota e absurdo, vieram a meu conhecimento os desdobramentos do episódio, especialmente nas redes sociais, e achei coisa digna de ser classificada como o ponto extremo — se fosse bom chamaria de “ápice”, mas, como é ruim, não encontrei um antônimo de uma palavra que pudesse definir exatamente o tamanho — da degradação… então pensei nessa “cereja” e comecei a imaginar o que poderia figurar como uma antítese para ela.

Só para constar, pensei em coisas como “a larva na diarréia”, “a berne das excrecências” ou “o bichinho da merda”, mas, meio termo, acabei escolhendo o título desse texto e durante a noite ocasionalmente pensava em alguns de seus atributos:

É absolutamente indesejável e, não bastasse o próprio ambiente pútrido no qual habita, está ali por ter sido sorrateiramente infiltrado ou inadvertidamente tragado
É imperceptível e destinado aos sanitários — descargas ou aterros — se ficar imóvel nunca terá sua existência reconhecida: precisa se mover, fazer barulho e coisas estranhas para conseguir aparecer.
A ação principal de sua sórdida existência é indicar condições como doença, putrefação ou morte.

Quando conseguimos vincular seres humanos a este lamentável termo, vamos encontrar pessoas sem consciência de sua condição abjeta e — sem noções cartesianas — lutando para conseguir um valor de “y” cada vez maior, mesmo que negativo e crendo que através de sua militância aguerrida atingira o status de “cereja do bolo”…e forçará toda a sociedade a ENGOLIR sua podridão!!!

UM EXEMPLO

A segregação racial criada através do pretexto vermelho de “igualdade” já é a própria matéria fecal, porém o termo “apropriação cultural” indica que a coisa toda já está apodrecida… os “vermes dos dejetos” nesse caso são as pessoas que, sendo negras, recentemente classificaram o uso de turbante — objeto cuja origem é oriental, lá para os lados dos indianos, muçulmanos e árabes — por uma pessoa branca (e careca devido a um câncer) de “apropriação cultural indevida”!!!
Ora bolas!!! Se nem dos negros — e eu sou negro, só para constar — o treco é invenção, esses espasmos premeditados de indignação simulada servem apenas como prova de que não há vida inteligente nesses protestos, apenas VERMES DOS DEJETOS que gostam de viver nas fezes (segregação racial) e que, lançando mão de toda a sua ignorância, imaginam que podem chegar a ser a “cereja do bolo”… só que o “y” deles tem sinal invertido e conduz, a eles e toda a sociedade que engole essa conversinha politicamente correta, bem além do fundo do poço.
Aliás, como se pode falar em “multiculturalismo” (outra massa fecal… bem fedida!) e em “apropriação cultural indevida” ao mesmo tempo???

Sinta-se a vontade para citar mais exemplos nos comentários (que por sinal serão moderados e, espero, até respondidos por mim), pois estou certo de que exemplos não faltam.

Obrigado pela atenção.