Ter um emprego pode custar mais caro do que ter uma empresa

Uma das coisas q mais ouço dos meus coachees, clientes e alunos que querem começar a empreender, e mais ainda dos que estão trabalhando é que precisa dar certo antes de deixar o emprego. E dar certo geralmente significa ganhar mais ou igual ao salário que ganham no emprego.

Eu já pensei assim, e quero aqui dizer o porque de pensar totalmente diferente agora. Hoje em dia agradeço muito pela minha demissão e por estar grávida quando isso aconteceu, assim não tive a chance de pensar em outra opção que não fosse começar o meu próprio negócio, enquanto fazia uma pós graduação na nova área que queria empreender. Tive algumas recaídas, confesso, mas foi só para confirmar que o caminho que eu queria era o caminho certo, o que me levaria além, o que eu conseguiria viver com os valores que me guiavam na vida. 
 
 Hoje me dou conta de algo q não podia imaginar lá atrás. De que trabalhar numa empresa pode sair beeeem mais caro do que abrir o seu próprio negocio. É isso mesmo que leu, acredite e continue a ler até o fim que vai entender o meu ponto de vista. 
 
 Não estou aqui dizendo que isso é uma regra, de jeito nenhum. Mas, se no meu caso foi assim, no seu, também pode ser.

Vamos fazer esse cálculo juntos?

Se tenho um trabalho no qual preciso me vestir (ou me fantasiar) mais formal, vou ter que compra roupas que não vou usar no fim de semana, nem nas férias, nem qualquer outra ocasião, porque não tem a ver comigo, com o estilo da minha vida, nem com o que eu acredito que seja um jeito legal, confortável ou bonito.

Se preciso ter um carro, pagar gasolina, estacionamento, manutenção, seguro, e até multas e zona azul de vez em quando porque não existe mais lugar pra tanto carro no mundo, e estou gastando com algo que preferia não precisar, porque acho que comprar um carro hoje é o dinheiro que mais odeio gastar no mundo.
 
 Se tenho que almoçar fora quase todo dia porque não dá tempo de comer em casa, com a família, conversar com os filhos e levar eles na natação, no inglês, na aula de piano ou de dança. Acabo indo com o pessoal da firma, que nem sempre é aquela companhia que eu sonho, para comer no restaurante da modinha, que acabo gastando mais do que a feira da semana. Sendo que o que gostaria mesmo, era tá comendo a saladinha e o feijão caseiro juntos com os meus.

Se passo horas no trânsito, em reuniões que podiam ser um mail, em momentos não produtivos por exaustão, por preguiça, por falta de energia, ou porque não vejo sentido algum naquele projeto ou trabalho que tenho que realizar de todo jeito, gasto sempre mais tempo pra atingir metas e objetivos, e como tempo é dinheiro, ufa, lá se vão.

Se tudo isso me gera estresse, úlcera, dores pelo corpo, ansiedade crônica, depressão, desanimo, se não posso ir no médico no horário comercial, se tenho que tomar remédios pra me manter sã, pagar terapia, ao invés daquele curso de jardinagem ou de fotografia que sonhava, ou da meditação e pilates que me fazem tão bem.

Se ñ tenho tempo p família, p amigos, pra mim, se ñ tenho tempo p viver uma vida legal agora, esperando a aposentadoria chegar, se ñ posso nunca usar meus 30 dias de férias, ou se uso eles pra ir aos médicos que não consigo ir quando estou trabalhando e consertar tudo que tá quebrado e pendente em casa.
 
 Se tenho que pagar uma fortuna de creche, babás, empregada para tomarem conta dos meus filhos e casa, enquanto que e eu morro de inveja delas. E o pior, meus filhos nunca serão educados como eu acho que devem, a alimentação vai sofrer danos, os horários não são cumpridos, nunca vou saber tudo que acontece de verdade quando não estou em casa e assim vou levando e achando normal, porque todo mundo passa por isso, porque eu não posso passar? Porque eu não quero essa vida? Será que não tenho mesmo uma opção?

Se ainda por cima o que eu faço no trabalho não faz mais o menor sentido pra mim, nem pra os outros e muito menos pra o mundo, mas eu sou uma máquina de fazer dinheiro e por isso acredito que vale a pena, só que não acho.
 
 E se ainda por cima, eu passo o dia reclamando de tudo isso, cheia de gente do meu lado reclamando também, mas ao mesmo tempo achando que isso é normal, porque é mesmo, já que todo mundo em volta reclama também, mas continuo ali, achando que aquele salário, as minhas férias partidas e o 13o que uso pra pagar dividas é o que tenho de mais precioso na vida.
 
 Se ainda tenho q conviver com assedio, humilhação, piadinhas, ufa, e por ai vai…
 
 Sendo que no meu negócio, eu tenho tempo, produtividade, energia, eu consigo fazer muito mais do que é importante e muito menos do que é urgente. Eu conheço pessoas que valem a pena, que me inspiram, que me motivam. Eu recebo pagamentos em dinheiro, mas também em design, em vales, em milhas, em parcerias incríveis que fazem o meu propósito se espalhar pelo mundo e ajudar mais gente que como eu querem viver uma vida mais plena e cheia de sentido. Eu tenho liberdade, mobilidade, aprendizado eternizado, sempre, toda hora e em qualquer lugar. Eu tenho custos baixos e um retorno muito maior do que o financeiro, que também vem crescendo consideravelmente, mas que vem junto com a transformação das pessoas e do mundo.

Não, nem tudo são flores quando você decide empreender e ter o seu próprio negócio, você precisa ter disciplina, assumir riscos, ser produtivo, ter foco, ser persistente, planejar, agir, colocar a mão na massa, analisar, monitorar, construir relações, aprender a fracassar e tirar proveito disso, e por ai vai. Mas, quando a gente trabalha com o que a gente ama, e a gente consegue andar com pessoas que tem valores alinhados com os nossos, as coisas fluem de um jeito que só que experimenta isso é que sabe.

O grande segredo é mudar o seu mindset, pensar de um jeito diferente, ver um mundo com olhos da abundância e descobrir novas formas de encarar desafios que só quem empreende é que sabe. A vida começa a mudar de um jeito que às vezes, mesmo ganhando menos, sobra mais, ou mesmo quando falta dinheiro, existem várias formas de adquirir e resolver as pendências. Fora a sua perspectiva de crescimento, que são bem maiores quando o seu futuro depende de você. Tem coisa mais arriscada do que entregar a sua vida e a sua carreira para outra pessoa ou para uma empresa que nem sempre é alinhada com os seus valores? E de que adianta você ganhar muito dinheiro para sustentar uma vida que no final não está feliz? Lembra daquele carro novo que você comprou e ficou feliz quando recebeu? Quanto tempo durou isso? A felicidade das experiências são mais longas e duradouras, além de trazer uma transformação que não tem preço. Pensa nisso!

Paulo Freire dizia que a educação não muda o mundo, mas que muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo. Eu adoro dizer o mesmo sobre o empreendedorismo porque acredito que essa transformação é necessária demais para a gente viver num mundo mais justo e com pessoas mais felizes e satisfeitas com as suas vidas. E se essas pessoas ainda ajudam as outras a conseguirem ser mais felizes e realizadas, ai a mágica acontece.

E ai, faz o calculo de custo x beneficio e responde. Qual é mais caro, ter um emprego ou uma empresa? Trabalho não é só sobre dinheiro, mas sobre valores, qualidade de vida e transformação do mundo. E então, quanto tá custando o seu emprego?

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