Filtro - meu manifesto


Hahaha! Começo meu espaço aqui com uma risada que mescla graça, certo desespero e algum cinismo frente ao mundo no qual eu — um cara preto/ homossexual/ estudante/ (de vivência) de classe média/ já girando a maçaneta para entrar nos trinta, assim, tão pós-moderno (Hehehe!) — venho existindo.

com a cara no sol…

Acho que agora, após chegar a algumas constatações, posso me considerar mais ‘tranquilo’ para ver como EU vejo esta sociedade, isto é, como eu me vejo junto de tanta gente, de tantos fatos e visões de mundo que me perpassam de variados modos. É fato: esse mundo precisa ser filtrado.

Então, posso entender isto aqui como um filtro por meio do qual tentarei destrinchar umas coisas e esquematizar outras, a minha maneira, o mundo que me cerca e que me configura levando em conta (e tendo como destaque absoluto) o fato de ser tudo o que mencionei na primeira parte deste texto.

Para inícios, aqui, penso um momento de separação da imensidade de partículas e materiais que têm composto as últimas duas décadas de minha vida. Acho mesmo que não quero recorrer a análise nem nada, por isso preciso retomar as rédeas desse cavalo doido.

Enfim, é isso. Tenho ideias já e palavras muitas: palavras! palavras! palavras! As que me trouxeram até onde estou, as que me ajudaram, as que me atrapalharam, enfim, elas, que, no final das contas, no final de todas as coisas, estão aqui, comigo, em minha cabeça. Pois já é hora de sair! E eu tenho que ler isso. Tenho que entender o que é ser o que eu sou no mundo para não me perder.

Não vejo a hora de começar!