O ensino, cada vez mais distante?
A internet leva o conhecimento cada vez mais distante, em um click alcança pessoas em todos, ou quase todos, os cantos do planeta. Mas será que a forma de “trabalhar” a informação esta correta?
Em uma aula de filosofia, certa vez, a professora tinha um livro em suas mãos e perguntava aos alunos o que viam? Muitos alunos olhavam para a cena e viam apenas um livro; outros, o conhecimento; outros o despertar para um futuro…, mas a metáfora ao qual a educadora nos remetia era a seguinte: pessoas em posições diferentes veem coisas diferentes.

Não sou pedagogo e nenhum especialista em educação. Sou apenas um mero consultor em tecnologias para EAD (plataformas | criação e edição de cursos) e curioso quando o assunto é ensino. Hoje, possuímos excelentes pedagogos e especialistas em ensino e vou deixar a cargo deles. Mas como são ferramentas complementares, sempre me pergunto: qual a melhor forma de “chegar” até o aluno ou colaborador, passar o conhecimento e mantê-los motivados?
Na minha visão de leigo, não vejo o ensino atual como algo motivador. É muito chato o aluno chegar a uma instituição de ensino e ficar horas estudando algo que muitas vezes será esquecido. Temos que ser mais incisivos e fazer com que as pessoas tenham gosto do que vão aprender e passem a pensar…
Se me permitem, em uma analogia breve; se usarmos uma “máquina do tempo” para transportar um médico do início do século passado para fazer uma cirurgia nos tempos atuais, dificilmente ele teria condições de operar. Existem muitas “barreiras” tecnológicas nos hospitais, são: computadores, exames, tomografias computadorizadas, ressonâncias…, já, se fizermos a mesma coisa com um professor (mesmo sem os conhecimentos adquiridos no último século pela humanidade), esse, por sua vez, poderia perfeitamente dar aula nos tempos atuais sobre muitas matérias. Os avanços tecnológicos para transmitir o conhecimento talvez sejam que; o quadro negro ficou branco, o giz foi substituído pelo pincel e a mochila ganhou muitos livros pesados e uma rodinha fantástica…, mas as características principais e a fórmula de desenvolver o conhecimento e fazer as pessoas raciocinarem, continuam as mesmas. Não sei qual a solução, mas a melhor qualificação e respeito (também financeiro) aos professores é o caminho para motivar o relacionamento entre o "mestre e o aprendiz".
A internet é o melhor caminho para reduzir a distância e aproximar as pessoas.
Na iSchool, escola de Nova York criada em 2007, possui um alto índice de aprovação dos alunos em universidades. Esse feito só foi conquistado pela estratégia adotada na escola, que foi repensar a educação e adequá-la à nova realidade dos alunos. Segundo a diretora, Isora Bailey, as crianças passam a maior parte do seu dia conectadas à internet, seja na escola ou em suas casas. O sucesso do projeto é baseado em um software que registra e centraliza as informações pertinentes de cada aluno em suas atividades escolares. Desta maneira, os professores e tutores podem trabalhar a individualidade do aluno, motivando-o e ajustando o conhecimento de acordo com as suas necessidades.
Nas empresas, também, não podemos trabalhar o conteúdo e ferramentas utilizadas para levar um treinamento para chão de fábrica e para um nível gerencial da mesma forma. O aprendizado, os locais de trabalhos são diferentes e necessitam de tratamentos distintos para cada caso; seja online ou offline, seja impresso ou na rede.
O EAD (ensino a distância) é um caminho sem volta e engana-se que tenha começado agora com o uso da tecnologia, ele existe há mais de um século. A diferença é que antes era feita por meio de impressos, às vezes, enviados por meios postais, depois veio o rádio e a TV e, hoje, temos como auxílio e complemento, essa fantástica ferramenta: a internet (com chats, aulas ao vivo, estúdios virtuais, vídeo + pdf, ppt, desenhos 3d, 2d, html5, scorm…).
Instituições de ensino e empresas aos poucos se rendem ou se adaptam ao EAD para reduzir os custos com os alunos ou a capacitação dos colaboradores. Os valores para implementar o sistema interno (plataforma, conteúdo, tutoria, montagem dos cursos…) já caíram muito e são totalmente viáveis a todo tipo de empreendimento. Com a consultoria certa, a solução pode ser desde a criação de um setor especializado na empresa ou "projetos de redes" por meio de sindicatos ou associações e, assim, resolver os problemas mais comuns em conjunto.
O certo é que vamos aprender muito e espero que possamos fazer isso juntos.
Um grande abraço,
Gerson Fragoso Patrício
CEO da Neo Comunicação | Especialista em comunicação, marketing institucional e político | Consultor em estruturas para EAD [montagem de cursos e plataformas].