Gerson Haddock e a música

O meu encontro pessoal com a senhora música


Começo a minha primeira intervenção no MEDIUM fazendo questão de dizer que a minha paixão pela música é realmente enorme, visto que já nos conhecemos há algum tempo, foi fácil apaixonar-me e tornou-se difícil deixa-la por outro afazer, sinceramente não é fácil e eu já não faço questão.

Tenho ligação com a música desde a barriga, minha mãe na altura era guitarrista e cantora em tempo integral e já me fazia de alguma forma lidar com a música quase que todos os dias. O primeiro contacto que tive com instrumentos musicais foi num violino real oferecido pelos meus pais enquanto menino, que pouco tempo depois foi trocado por um piano que ganhei do meu tio. A partir daí a minha paixão por composição apareceu, comecei a ter ideias que compor vários temas, dizer várias coisas e expressar os meus sentimentos através das composições que iria fazer. Pouco tempo depois (isto aos oito anos) aprendo guitarra junto da minha tia mais nova e a minha mãe, que passaram-me tudo o que tinha que aprender na época incluindo um livro de notas que a minha mãe me dera somente aos 14 anos, época em que ela achou-me capacitado o suficiente para dar o próximo passo.

Quanto as experiências musicais que tive, cresci a escutar músicas do estilo rock, country, pop e música clássica, muito influenciado pelos Estados Unidos da América, criei hábitos e costumes de lá e eduquei os meus ouvidos a adaptarem-se facilmente aos estilos que ouvia. Mas tarde quando fazia a 5ª classe na Escola Primária Eduardo Mondlane no bairro da Ponta-Gêa, é que tive um encontro apaixonante com o Hip Hop, onde comecei a consumir incansavelmente o Hip Hop underground, criei hábitos dentro do estilo que até aos dias actuais são notáveis. Como na época tinha pouco acesso a informação, escutava o que podia, dos Estados Unidos G-Unit, Jay-Z, Puff Diddy, X-Zibbit, Busta Rhymes, Snoopy Doggy Dogg, Nelly, Ruff Ryders, entre outros, dos PALOP, S.S.P, G-pro Fam (nacional) e outros, enfim, vários nomes difíceis de lembrar actualmente. Com isto cresci rodeado de música internacional e um pouquito de música local, música local que podia somente escutar na igreja ou na Televisão de Moçambique que era a única tv na época. Tempos depois apaixonei-me pela produção musical, depois de ter ouvido muita música, ter visto muitos artistas da velha e nova geração, ter feito Hip Hop desde a 5ª classe por mais que tivesse sido encoberto durante todo este tempo, envolvi-me em bandas musicais cristãs exercendo diversas funções na parte instrumental, formei apenas um grupo de rap e depois de anos fui convidado a participar do projecto da banda Sardes, banda de rock evangélico que até ao momento subsiste. Comecei a produzir instrumentais a sério aos 16 anos usando o FL Studio 4, na época os gigantes da produção musical beirense já tinham marcado o seu território e eu a todo o custo criava o meu (que está sendo criado até ao momento). Actualmente, toco guitarra para ministérios religiosos, projectos evangelísticos e sou bastante versátil musicalmente, não tenho limites, nunca tive, trabalho com produção de instrumentais para vários fins, blogueiro, web e graphic designer, entre outros afazeres; cresci, em todos os sentidos e não pretendo parar por aqui, porque como se diz por aí “isto ainda não é o céu, é apenas o calcanhar”.