Efemeridade

Nosso cérebro parece tentar fazer relações entre coisas diferentes o tempo todo, coisas que são familiares e nos deixam mais confortáveis com aquela nova informação. Meu cérebro vive contando histórias sobre o que está ao meu redor.

Os ipês. Você sabia que ipês de cores diferentes não florescem na mesma época? Agosto é o mês dos amarelos, destacando-se no meio de uma Brasília com sinais de seca, quase sem verde… O momento em que eles aparecem é perfeito pra exibir ainda mais a sua beleza nada discreta.

Mas é a efemeridade deles que me fascina. Você sabia que suas flores duram menos de um mês? O branco é o menos duradouro dentre eles, só uns três dias de flores. E é tudo que ipês me fazem lembrar, da efemeridade das coisas.

Aparecem, nos encantam com sua beleza, mudam as cores da cidade cinza, mas não duram para sempre… Um dia você passa por ontem antes havia uma árvore colorida com suas flores majestosas e só restam os rastros podres pelo chão.

No entanto, todos os anos você anseia por ver novamente suas belas flores e é por isso que os ipês são lembrados, os momentos de alegria, um respiro em meio ao caos da cidade.

Deixe suas experiências serem assim: belas enquanto durarem e um calorzinho pro peito enquanto distante.

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