Isto não é um texto sobre amor

Uma semana. Tão pouco tempo e, de novo, você invade meu corpo. Sinto seus dedos invisíveis e finos percorrerem as minhas costas. Me tira o sono, me escorre suor das mãos trêmulas e frias.

Silenciosamente, às vezes me tira o ar e em outras me faz ofegante. Tenho claro em minha mente tudo que posso fazer pra te evitar, mas você segura meu rosto com as duas mãos e me guia no caminho oposto, me faz mudar os planos e duvidar de mim.

Mas em alguns instantes você se distrai, pensa que me tem em suas mãos e esquece que sou bicho inconstante. A mesma inconstância que me causa, uso pra sobreviver cada dia enquanto ainda me persegue. E escrevo essas linhas de mão dupla, pois as mãos gelam com seu toque, enquanto o espírito ainda arde buscando saídas.

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