As variáveis ocultas de Einstein e a sua capacidade criativa

Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos, apenas duramos - Antonio Vieira

Você se sente 100% reponsável pela própria vida?

Muita gente por ai, ainda diz que não. Assumir essa responsabilidade, implica em concordar com o fato de que, absolutamente tudo o que aconteceu, acontece ou acontecerá “com você”, foi, é e será sempre uma consequência de suas escolhas.

Evitar essa responsabilidade é o que fazem a maioria das pessoas. Agem como se todos no mundo tivessem que mudar, menos elas próprias. Mas eu lhe garanto: é no mínimo, muito mais lógico mudar a si mesmo, do que a todos os demais. Até podemos delegar aos outros certas coisas mas, não neste caso. A qualidade e o potencial de sua vida, dependem exclusivamente de você.

Assumir essa responsabilidade pressupõe ter a habilidade de mudar suas respostas. É importante que você perceba, que o mundo “simplesmente acontece”. O que faz realmente a diferença, são as respostas que damos à esses acontecimentos. A maneira como interpretamos cada uma das informações que recebemos e, principalmente, os efeitos emocionais em que ficamos imersos em decorrência destas interpretações. Efeitos estes, que darão forma às nossas realidades individuais.

Se alguém te der uma nota de 100 reais e, você gastar esse dinheiro integralmente, no fim do mês perceberá que não houve nenhum aumento na sua renda. Já, se receber os mesmos 100 reais e decidir investi-los, você chegará ao fim do mês com 100 reais a mais em sua renda (isso sem falar dos juros da aplicação deste dinheiro). Ou seja, um mesmo evento com respostas diferentes cria realidades objetivas completamente diferentes.

Você ainda não está totalmente convencido?

Então vamos fazer um pequeno teste. Apenas para refletir um pouco mais sobre isso.

Vou lhe dar uma instrução: Leia com atenção a equação a seguir e, em seguida, considere-a como verdadeira.

E aí? Qual foi a sua reação?

Se eu não estiver enganado, algo ai dentro deve estar lhe dizendo que essa não é uma afirmação verdadeira. Estou certo?

Agora lembre-se do seguinte: uma mente livre e criativa não se contenta apenas com o que está em evidência pois isso limitaria o seu crescimento. A mente livre e criativa se liberta de seus próprios conhecimentos e, compreende que:

a verdade de uma idéia depende apenas do quão útil ela é para a finalidade que se deseja

…e, no nosso caso, ela é, no mínimo, extremamente útil para que prossigamos com o nosso exercício.

Peço então que, agora, você faça uso de sua liberdade e escolha acreditar na afirmação que fiz inicialmente (conforme minha instrução inicial). A de que 2+2 = 5.

Vamos lá, ACREDITE!!! :)

Seja sincero. Algo lá no fundo ainda lhe incomoda certo? Pois é justamente esse “algo” a primeira barreira a ser vencida e, para isso, sugiro que façamos juntos uma reflexão um pouco mais profunda.

Vamos entender inicialmente, a origem desse nosso padrão de comportamento.

Segundo o filósofo escocês David Hume, quando observamos um padrão constante na natureza, acabamos por assumir que ela continuará a se comportar de maneira uniforme.

Nossa crença de que o Sol nascerá amanhã, por exemplo, é resultado desse tipo de condicionamento que nos ensina que amanhã, o mundo será o mesmo que é hoje e, a esse tipo de inferência, natural nos seres humanos, Hume deu o nome de “inferência indutiva”.

Uma das razões para que façamos esse tipo de dedução, tem sua origem em um fato bastante objetivo: como o único filme que passa em nosso cérebro, é aquele que temos capacidade de ver, é altamente improvável que nossos olhos vejam mais do que a capacidade que nosso cérebro tem de conscientemente projetar, ou seja, tendemos a não enxergar as coisas como poderíamos, pois nos habituamos a observá-las sempre da mesma maneira. E isso ocorre, porque a base do nosso entendimento sobre as coisas do mundo é o conhecimento prévio que temos a respeito dele. Não estamos acostumados a pensar fora da caixa.

Voltemos então agora ao nosso exercício.

Qual é o filme que esta passando em sua mente?

O de que 2+2=4 certo?

Então peço que reflita um pouco mais.

O seu conhecimento prévio sobre matemática, não estaria funcionando, nesse nosso exercício, como um tipo de inferência indutiva?

Não é ele que te impede de simplesmente acreditar, como lhe pedi no início deste exercício, de que 2+2 = 5?

Lembre-se de que uma sugestão não pode impor-se à mente subconsciente contra a vontade da mente consciente. A mente consciente tem o poder de rejeitá-la.

Mas, lembre-se também, que a verdade de uma idéia não é uma propriedade estagnada inerente a ela, pois torna-se verdade, justamente através do fluxo de seus acontecimentos.

Colocar uma idéia em prática é, em última instância o meio através do qual criamos as condições necessárias para que ela torne-se verdadeira.

Todos nós temos nossas próprias crenças. A maioria delas aprendidas durante o curso da vida. Essas suposições interiores nos dirigem e governam nossa vida. Em si e por si mesma, uma simples sugestão não tem poder algum sobre nós. O poder nasce de fato quando ela é mental e emocionalmente aceita. Só nesse ponto é que o subconsciente começa a agir de acordo com a natureza da sugestão.

Sugiro então que, com essa finalidade, exploremos agora o fluxo dos acontecimentos desse nosso exercício. Você se lembra exatamente de como começamos?

Primeiro pedi que você lesse a equação 2+2 = 5 e, também, que a considerasse como verdadeira, certo?

Depois pedi que você fizesse uso de sua liberdade, e escolhesse acreditar em minha afirmação não foi?

Agora então, peço que você me acompanhe no seguinte raciocínio.

Se temos uma equação que nos diz que 2+2 = 5, e também uma premissa adicional que diz que isso é uma verdade, logo posso lhe garantir que, o que lhe impede de aceitar essa afirmação como verdade, é simplesmente o fato de que você está se contentando apenas com aquilo que está na superfície. Você está pensando no modo automático.

Afirmo isso, pois tenho plena convicção de que, se escolhesse realmente fazer uso de sua liberdade e assumisse conscientemente o controle sobre seus próprios pensamentos, certamente seria capaz de fazer uma reflexão mais atenta e menos automática e assim, logo descobriria com a mesma facilidade que eu, a existência de uma “VARIÁVEL OCULTA”.

Não é surpreendente notar que essa “VARIÁVEL OCULTA” sempre esteve aí, mantendo-se oculta apenas às mentes mais resistentes.

Basta olhar novamente para as premissas iniciais de nosso exercício para confirmar essa minha afirmação.

1. Primeira premissa: “2+2 = 5”

2. Segunda premissa: “Essa é uma afirmação verdadeira.”

Logo, se essas são as premissas, fica evidente e explícita, a existência de uma “VARIÁVEL OCULTA” (+1). Confira a seguir.

A presença de uma “VARIÁVEL OCULTA” (+1), é justamente o elemento que confirma a veracidade da segunda premissa. Perceba que ela sempre esteve aí. Bastava uma mente LIVRE E CRIATIVA, disposta a percebê-la como verdadeira para que suas premissas revelassem quase que instantaneamente a sua veracidade.

A teoria das variáveis ocultas foi proposta por Albert Einstein, Boris Podolsky e Nathan Rosen no famoso paradoxo EPR. Nele, os três propuseram que a existência das tais variáveis, era o único meio através do qual seria possível restaurar a natureza realista das coisas. As variáveis ocultas seriam, portanto, uma alternativa racional para explicar a veracidade de coisas que ainda não conseguimos explicar racionalmente. E se não sabemos explicar, ou não temos a capacidade de aceitar, é simplesmente porque não temos consciência de sua existência. Formular essa teoria, foi a melhor forma que Einstein, Podolsky e Rosen, encontraram para se livrar, naquele momento, da aparente irracionalidade lógica da física quântica.

Seguindo essa mesma tese, no caso de nosso exercício, para que nossa racionalidade seja restaurada quando estamos diante destas duas premissas, faz-se necessário concordar com a existência da variável oculta (+1). Caso contrário, tenderíamos a não admiti-la como uma possibilidade real.

Observe que, para que uma mente livre e criativa seja possível, pode ser o caso de termos de aceitar de forma intencional uma ruptura em nossa estrutura habitual de pensamento pois, caso contrário, ficamos aprisionados no limite de nossos conhecimentos (e que obviamente são limitantes). Mais do que isso, para que ela possa realmente se tornar um instrumento diário em nossas vidas, pode ser o caso de termos que nos comprometer em modificar de fato, essa estrutura habitual de pensamento.

E aí? Você já se sente 100% responsável por sua própria vida? Eu sim!!!

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.