Projeto de pesquisa

Os encantados do sertão: dinâmicas e representações indígenas e afro-brasileiras no cordel de Leandro Gomes de Barros.

Tapuya
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Sep 7, 2018 · 10 min read

Palavras-chave: Folhetos de cordel; representações étnico-raciais; diáspora

Área: Cultura popular e história

Grande área: História

Introdução e justificativa

Leandro Gomes de Barros foi um escritor, astrólogo, poeta e cordelista paraibano, fundamental na construção de redes de produção e distribuição de cordel pelos Estados do atual Nordeste, sendo o primeiro a se sustentar através de suas poesias e narrativas. Nascido no município de Pombal, Leandro migrou muitas vezes desde a infância à vida adulta. Filho de lavradores e caboclo — “caá-boc”, fruto da mata, do sertão -, como afirma Câmara Cascudo, ele obteve sua educação formal através de um clérigo que o apadrinhou na infância e, simultaneamente, vivenciou rodas e reuniões com variedade de cantadores, violeiros, emboladores, suas histórias e narrativas, vivendo o início da juventude na Serra do Teixeira. De lá saiu apenas em 1880, já com 15 anos, enquanto os primeiros registros de seus folhetos datam do imediato pós-abolição, em 1889, e começam a ser distribuídos depois de se assentar em Recife (TERRA; 1983).

Ao mesmo passo em que a história de sua vida e da difusão do cordel se confundem, dialogam fertilmente com as dinâmicas sociais e ideológicas, de caráter étnico-racial, que culminaram no fim do regime escravocrata do Brasil, derrubado em meio à luta dos abolicionistas e dos indígenas e negros escravizados, libertos, livres, aquilombados, mocambeiros ou maloqueiros (MOURA; 1959).

Para lermos a produção de Leandro Gomes de Barros nessa perspectiva, o nosso trabalho parte de alguns diagnósticos trazidos por Paulo Iumatti no seu artigo “História e folhetos de cordel no Brasil: caminhos para a continuidade de um diálogo interdisciplinar”, acerca da relação entre os folhetos de cordel e as produções sobre história no Brasil.

Segundo o Iumatti, esses estudos foram pouco encampados pela nascente produção historiográfica acadêmica no Brasil do século XX. As primeiras reflexões foram majoritariamente feitas por poetas, folcloristas e intelectuais de província, como Câmara Cascudo. Alguns desses trabalhos compuseram esquemas e estruturas de classificação dos folhetos, também conhecidos como “ciclos” (do boi, de cavalaria, de crítica social). Outros se dedicaram à busca pela origem do cordel, geralmente associando-os aos livretos produzidos na Península Ibérica.

Já na década de 80 e 90, com a expansão dos programas de pós-graduação, surgem produções de diversas áreas (Letras, Antropologia, Comunicações) que usam processos da historiografia em suas análises. A contradição é que muitos continuam trabalhando com conceitos pavimentados pelas tradições anteriores.

Albuquerque Jr. ao analisar a construção espacial, imagética e discursiva do “Nordeste” em “A invenção do Nordeste e outras artes”, argumenta que o cordel foi eleito como uma das fontes privilegiadas para essa construção discursiva, elevado à condição de depositário da originalidade dessa região. Não à toa, é comum em reportagens, publicações e materiais didáticos vermos o cordel associado às expressões “folclore”, “popular”, “rural”, “tradição”, “sertão”, “feudal”, “coronelismo”. Esses conceitos colaboram na sedimentação de uma série de leituras parciais, feitas para se referir ao cordel, bem como reforçam estereótipos do “Nordeste” e da “cultura nordestina”. Essa construção imagética do nordeste e do ser nordestino estariam fundamentadas em meio à espacialidades e relações sociais anacrônicas, arcaicas, pré-capitalistas em contraste ao sul e ao sudeste capitalistas, desenvolvidos e modernos.

Algumas das elaborações hegemônicas sobre essa concepção de “Nordeste” foram sistematizadas por Gilberto Freyre, no que se convencionou chamar de Democracia Racial. Largamente difundidas entre intelectuais e o Estado, o pensamento de Freyre lamentava as mudanças sociais pós-abolição e defendia com saudosismo as relações paternalistas herdadas dos binômios Casa-Grande e Senzala, Sobrados e Mocambos (FREYRE; 1933, 1936, 1937). Freyre exaltava a colonização portuguesa por sua vocação miscigenadora, capaz de colonizar os povos além-mar (indígenas e africanos no território americano) e harmonizar o melhor de

suas características culturais para produzir a cultura local do colonizador (o senhor de engenho na colonização da Zona da Mata e o coronel nos Sertões) (SILVA, 2016).

Objetivo

Nesse trabalho, partimos dessa hipótese que a Democracia Racial é responsável pelo silêncio, em meio aos diferentes diálogos historiográficos possíveis, entre o estudo dos folhetos de cordel e aspectos das diásporas afro-brasileiras e indígenas no Brasil, por duas causas. a) A presença no pensamento nacionalista e acadêmico brasileiro reforçou a neblina sobre as perspectivas historiográficas continentais e transatlânticas não-brancas; b) Construiu silêncios e distorções sobre as relações e diversidades étnico-raciais, principalmente, no território dentro dos limites contemporâneos do nordeste brasileiro, incidindo sobre suas expressões culturais.

O objetivo é produzir novas narrativas sobre as representações e dinâmicas étnico-raciais, a partir da crítica dos folhetos de cordel de Leandro Gomes de Barros, inserindo-se nos esforços históricos já realizados para superar as narrativas hegemônicas da Democracia Racial na historiografia nacional.

Pretende-se direcionar a leitura das obras para entrever, religar e narrar: dinâmicas, práticas e representações sociais das populações indígenas e afro-brasileiras no atual nordeste brasileiro. Principalmente, aquelas que dialogam, antecedem ou sucedem à lei de terras e ao fim legal da escravidão (XIX), onde a agenda do Estado eram as transformações paulatinas da terra e do trabalho em mercadoria: importante inflexão no estudo da diáspora dessas populações entre os sertões, os latifúndios e os centros urbanos. Concomitantemente, período de forte resistência originária e escalada da violência de latifundiários e do capitalismo, que cerceava e retirava os povos sertanejos da relação com a terra, o trabalho e a reprodução autônoma da vida.

Retomando novamente as contribuições de Iumatti:

“Situado entre o real e o imaginário, entre o histórico e o ficcional, entre o oral e o escrito, o cordel tem uma realidade complexa, que se apresenta como “desafio” a pesquisadores de várias áreas. Com efeito, há nele um corpus de saberes veiculados, que dialoga com as tradições orais, e que representa uma

espécie de entroncamento de diferentes repertórios, vivências, memórias, conhecimentos, crenças etc., o que torna particularmente difíceis e fecundos a sua compreensão e estudo.[7] Nesse sentido, é evidente a sua riqueza para o estudo da história social e cultural brasileira, a partir de múltiplos pontos de vista.[8]”

Como já lembramos, esse período indica uma tendência de reorganização das relações sociais, de trabalho e de propriedade no Brasil: medidas que aumentam as migrações em massa de populações camponesas para os grandes centros urbanos. Podemos averiguar a relação entre esses fenômenos e a consolidação da produção e difusão dos Folhetos de Cordel nos centros urbanos. A constante alusão às migrações e às memórias do campo são apenas alguns dos indícios simbólicos dessas diásporas.

Buscaremos, com olhar atento à essa estreita relação entre o histórico e o ficcional, elementos que nos possibilitem enxergar, além da palavra escrita por Leandro, os sedimentos ancestrais da oralidade presentes nessas narrativas escrita por um poeta de bancada. Dessa forma, pretende-se rastrear dos textos: conceitos, cosmovisões, memórias, saberes e vivências de diferentes populações indígenas e afro-brasileiras presentes nessas literaturas.

Acredito que poderemos entender melhor, por fim, quem eram os camponeses que deixavam suas terras pressionados pela especulação sobre seus territórios. Quais culturas estavam sendo gestadas naqueles espaços? Quais os diálogos com outros setores sociais da sociedade nacional? É possível observar no cordel de Leandro essas camadas conflituosas de discursos, saberes, práticas?

Metodologia e cronograma

A história do Boi Misterioso servirá como norte para nossas reflexões e, na confecção do artigo, também orientará a construção da narrativa. Através de leituras e fichamentos, durante o mês de março, pretendo identificar as dinâmicas históricas, as práticas e as representações que nos interessam. Pretendo acionar outras obras do autor como fontes secundárias, conforme dialoguem com o enredo ou as questões da narrativa norteadora. Entre eles, A palmatória e o punhal, O princípio das coisas, História da índia Necy, O príncipe e a fada, O testamento da cigana Esmeralda, dos quais serão realizadas leituras e fichamentos, estes no mês de abril. Em maio, realizaremos o confronto e o diálogo entre as leituras e os

fichamentos para que, em junho, seja preparado um relatório parcial que proponha uma leitura comparada da obra central, a ser entregue no fim do primeiro semestre.

A segunda parte da pesquisa consistirá na leitura crítica de vasta bibliografia com estudos que aportem nas reflexões que pretendemos desatar. Partimos de História e folhetos de cordel no Brasil: caminhos para a continuidade de um diálogo interdisciplinar e Memória de lutas: literatura de folhetos no Nordeste (1893–1930), pedras fundamentais na confecção desse projeto. Avançaremos por obras que propõem sínteses históricas e análises de longa duração, durante o mês de julho, passando por aqueles estudos de casos delimitados e aprofundados sobre determinadas regiões do sertão e/ou populações afro-brasileiras e indígenas, em agosto. Em setembro, nos debruçaremos sobre os ensaios e artigos que abordam a questão racial e, em outubro, aqueles que abordam a relação entre literatura e oralidade. A leitura e o fichamento dos textos serão confrontadas à nossa leitura comparada da História do Boi Misterioso. Possibilitará a realização de um artigo que costure a crítica literária comparada à construção de uma narrativa historiográfica, com redação prevista para os meses de novembro e dezembro.

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