Sobre Perdas

Ninguém gosta de perder coisas, né? Coisas, objetos, dias, meses, pessoas. São inúmeros tipos de perda que temos todos os dias por diversos motivos. E ninguém gosta, por mais que aconteça diariamente.

Naquele fatídico dia de Maio, eu vi e vivi e senti das piores das perdas. No trabalho, descubro que uma grande amiga acabou de perder o filho de 3 anos. Uma perda gigantesca pra todos, uma dor que nem cabia dentro de ninguém ali imagine daquela mãe. Perder o filho de 3 anos, dormindo, do nada. Que horror.

Após isso, foi a minha perda. Eu me perdi pra tentar achar alguém, me desloquei do meu eu pra achar um outro. Nada tão ruim quanto perder um filho, talvez apenas o mesmo vazio de perda. O sentimento de algo se esvaindo pelo seus dedos enquanto você só.. sofre.

Sofre porque doí. Sofre porque machuca. Sofre porque nada daquilo faz sentido. Por que você se perde assim? Por que chora assim? O que tá acontecendo? Por que? Por que você tá aqui, no meio dessa praça, no meio da rua, chorando e falando coisas que nem fazem sentido?

Por que?

Nem eu sei, desculpe. Eu me perdi. Me perdi de um jeito que a anos não acontecia, me deixei levar por algo que a anos não entendia e tornou a aparecer.

No fim, eu não sabia que poderia perder assim. Não sabia que o tiro no meio do peito ia deixar um buraco tão grande e vazio. Porque doí. Muito.

Ninguém sabe perder, meu bem. Nem eu, nem você. Todo mundo odeia perder.

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