Os Guitarristas Que Me Fizeram Guitarrista

Brian May

Disparadamente meu guitarrista favorito. Tem um som único, tirado da guitarra que construiu na adolescência junto com seu pai. Seus solos são carregados de alegria, e não há vez que eu não me anime ouvindo Queen. E junto dessa alegria uma beleza e sentimento incríveis, seja a música sobre passeios de bicicleta, gatos, amores perdidos ou amizades duradouras.

Gary Moore

Responsável por eu ter comprado uma Gibson Les Paul e a maior influência no meu estilo próprio (mais sobre isso no próximo guitarrista). Criou lindos riffs e fez fantásticos solos, carregados da melancolia de sua veia blueseira.

Chuck Berry

Até um certo tempo atrás, eu era apenas um jovem com uma guitarra na mão tentando tocar o mais rápido possível. Mas felizmente eu resolvi ouvir blues. Passei tardes e tardes ouvindo dezenas de guitarristas, na maioria das vezes eu sequer sabia de quem era a música: eu apenas ouvia. Graças ao blues eu percebi que velocidade não era tudo, aliás, era quase nada. Escolhi Chuck Berry como o de lembrança mais forte dessa época, embora existam muitos outros grandes blueseiros na minha memória. Assim eu comecei a desenvolver meu próprio jeito de tocar.

John Petrucci

Dream Theater é a minha favorita dentre as bandas “modernas”, e Petrucci é a minha referência quando eu penso em criar riffs e bases pesadas. A complexidade e o esmero técnico são também os ideiais que busco ao criar, tocar, gravar.

Joe Perry

Solos divertidíssimos, rock n’ roll com a simplicidade do blues. Tocar os solos de Perry é como dançar sobre a escala da guitarra.

Richie Sambora

Na mesma escola de Queen e Aerosmith, as músicas do Bon Jovi são carregadas de alegria e diversão. E as guitarras de Sambora são também dançantes e desafiadoras.

Murray + Smith (+ Gers)

Os guitarristas do Iron Maiden são meio que indissociáveis, ao meu ouvido. Uma máquina de riffs que viram ô-ô-ô, levadas animadas e solos simples e divertidos, como bases para grandes storytellings.

Steve Howe

O guitarrista do Yes é pra mim o maior símbolo de honestidade na música. Com um som sempre limpo, Howe não esconde as imperfeições em suas apresentações, como qualquer um (como eu) poderia fazer simplesmente ligando uma distorção pesada. O Yes é o precursor do estilo que passaria por Rush e chegaria a Dream Theater: o progressivo que foi ficando cada vez mais complexo e cada vez mais pesado.

Guto Domingues

Não haveria possibilidade de deixar de fora o meu mestre e amigo Guto. Mas deixei pro final, como a chave de ouro, o maior responsável por eu tocar guitarra como toco, e por eu ter me reaproximado do instrumento que eu tinha largado por anos quando entrei na faculdade. Longas conversas sobre o universo nerd de filmes, livros, quadrinhos e, eventualmente, música, me fizeram encarar a guitarra de um jeito diferente. Se tem alguém nessa lista que entende de música, é o Guto.

E Mais

Outros guitarristas que gosto muito de ouvir, nem tanto como influências, mais pela obra da banda: Alex Lifeson (Rush), Criss Oliva (Savatage), David Gilmour (Pink Floyd), Jimmy Page (Led Zeppelin), Matthew Bellamy (Muse), Slash (Guns N’ Roses).