Quebra Livre!

Adam Lambert e Brian May em São Paulo

Realizei um dos maiores sonhos da minha vida na última semana: assisti ao Queen tocar ao vivo.

“Não é o Queen!”, gritavam vários. Olha, eu quase poderia concordar, mas vai muito mais coisa além do Freddie Mercury pra se ter um Queen.

Eu quero defender o lado do músico. Toco guitarra desde adolescente (e por isso meu sonho era ver o Brian May), e embora eu não queira me comparar com os grandes ou sequer com os bons, eu entendo o que um músico sente quando está no palco.

Tenta dizer para o May e para o Taylor pararem, tenta. Diz pra eles que estão velhos, errando, cansados. Vê se eles param. Diz que não criam nada novo há décadas. Diz que o Freddie Mercury morreu e que ninguém nunca cantou nem vai cantar como ele. Depois aproveita e tentar convencer os caras do Rolling Stones também.

Esses caras querem tocar até morrer no meio de um si bemol.

Lamento muito nunca ter tido a oportunidade de ver Mercury (e Deacon) ao vivo; mas vi May e Taylor que são tão (ou mais) donos da banda. Bati palmas com as mãos pro alto em Radio GaGa e We Will Rock You. Cantei Love of My Life em uníssono com um ginásio lotado- e todos os refrões de dezenas de músicas que absolutamente qualquer fã de rock n’ roll conhece. Isso é Queen sim e isso não acabou e nem vai acabar só porque o vocalista novo não é um ET como era o antigo.

Toda banda passa por mudanças de membros e envelhecimento, e a cobrança sobre a maior banda de todos os tempos (por favor não comentem o nome daquela outra banda inglesa lá) é proporcionalmente maior e concomitantemente injusta.

Eu prefiro continuar ouvindo e me empolgando com os grandes sucessos e me sentir feliz pelo Adam Lambert, que realizou o sonho de onze em dez fãs de rock: fazer parte da sua banda favorita.