A CULPA É DO JÚLIO VERNE!

Não reclame de mim, a culpa é do Júlio Verne!

Ele sim é o culpado dos meus maiores problemas! Aquele escritor francês nascido em 1828, considerado como um dos precursores da ficção científica, e que se você for realmente ver, foi um maluco, pois com sua obra literária, vem influenciando pessoas como eu a ter idéias malucas. No meu caso, montar a Startup Edu² e tentar revolucionar a educação pública brasileira través da cultura e da arte. Que eu possa ser louco, tudo bem, deixemos a discução para depois. E quanto ao Júlio Verne? Você concorda ou não, que ele era maluco?! Se não concorda, é porque para quem vive no século XXI, olhar para Julio e considerá-lo “O” visionário, aquele que anteviu grandes inventos, como o submarino, ou mesmo que profetizou a ida do homem a Lua, é fácil. Hoje temos provas que tudo isso aconteceu de fato.

Faço-lhe o convite para que mude sua condição no tempo e espaço e imagine-se como um vizinho, amigo, parente do Júlio, ou um anônimo qualquer, vivendo entre os anos de 1865 e 1895. Para clarear suas idéias e ambientá-lo ao cenário da época, saiba alguns detalhes da época:

- O Brasil ainda era um colônia de Portugal, nosso imperador era D. Pedro II;

- Os Estados Unidos da América acarba de sair de uma Guerra Civil. Para quem é “meio antigo” como eu, é só lembrar do filme: “ E o vento levou”;

- “Isso” que você vê na você vê na foto a baixo, é o auge da modernidade da época, um carro! Como funciona, nem me pergunte.

Réplica do Benz Patent Motorwagen, de 1885, de dois lugares, três rodas e velocidade máxima de 13 km/h, primeiro automóvel a gasolina.

- Veja a comparação de como era na época e como está agora, a famosa av. Paulista em São Paulo, inaugurada em 08 de dezembro de 1891. Olhe com atenção a pintura de 1891, só tem “carroça e mato”.

No carnaval, naquela época foi composta a primeira música especificamente carnavalesca, composta em 1890, por Chiquinha Gonzaga, intitulada: “Ô Abre Alas!”, famosa até hoje!

Bem agora que você está aí, praticamente do lado do Julio Verne, me diga: a coisa mais natural, num mundo praticamente rural, seria achar que o “cara” é louco, não é!? O que mais surpreende no caso do Júlio Verne, é que ele sonhou, sonhou, sonhou e pelo que sei, somente muitos anos depois de sua morte é que se comprovou que era possível chegar nas profundezas dos mares e na imensidão espaço. De fato Julio Verne não estava “maluco”, ele foi um gênio!

Com base no que falei a cima, ajude-me a responder a uma dúvida cruel:

“Se tudo que é diferente e extremamente inovador, inicia-se como algo impossível ou mesmo ridículo, como diferenciar em um sonho, a loucura da genialidade.”

DETALHE — A única resposta que não está valendo, é dizer: “Quando o sonho dá certo!”

Deixando os “sonhadores malucos” de lado, e sem mudar de assunto. Como é a vida daqueles que tem suas próprias vidas intimamente ligadas a esses malucos. Como sobrevivem? Quem está dentro do sonho, cria seu universo e vai levando. E quem está do lado?

Veja o caso da Dona Tereza Vieira de Sá, mãe de um maluco de verdade, daquele tipo, “maluco de carteirinha”. Para conseguir conviver com a maluquice da filha, criou duas estratégia. Fingia-se de surda quando a difamação de sua filha era o assunto nas bocas da cidade em que vivia e ao passar por sua filha fingia-se de cega, ao vê-la praticando atos de pura loucura. Pois sim, e dela mesmo que estou falando, Marta Vieira da Silva. A Marta jogadora de futebol, cinco anos consecutivos Bola Ouro da FIFA, como a melhor jogadora de futebol do planeta.

Que louco é louco, todos sabemos. A Marta poderia por uma infelicidade qualquer do destino, poderia não ter desabrochado para o mundo, como tantos que acabam no anonimato, mas que de uma forma ou de outra, com mais ou menos intensidade, conseguem provar um pouco de seus sonhos.

Em todos os casos, é fundamental reconhecer o amor, carinho e compreensão, das pessoas que convivem com nós, os “sonhadores malucos”. Esses indivíduos, torcem o nariz, ficam irritados, não conseguem entender muita coisa, mas colocam o amor à frente e suportam tamanhas provações. No final sua gloria é a felicidade do outro, irônico não?! O meu agradecimento especial é para minha esposa Palma e Minha filha Vivian que me apóiam e que me amam, e a meu filho Henrique que não está entre nós, mas que com certeza está dando seu apoio lá de cima.

Para finalizar, se tiver alguém da FIFA me lendo, faça o favor. No próximo ano, caso a Marta venha a ganhar a Bola de Ouro, separa uma para a Dona Tereza que ela também merece!

Abraços a todos!