ser negativo e negatividade patológica.

Até na Bíblia já está escrito: “diga-me com quem tu andas que eu te direi quem és”. Pessoas tendem a procurar outras com a mesma sintonia energética, com mesmos interesses e opiniões. Tudo isso é projeção do subconsciente humano. Queremos andar com pessoas que sejam semelhantes à imagem que queremos projetar no mundo. Contudo, às vezes, somos cegos ou acabamos por ter um dedo podre na nossa seleção.

Não sou uma pessoa com pensamento positivo. Me dê um copo cheio na metade e eu falarei que está meio vazio. Sempre que alguma situação acontece ao meu favor, pensarei em todas as possibilidades que aquilo tem de dar errado. Ainda mais, se muitos eventos ocorrerem ao meu favor, já imagino a avalanche de ocorridos horríveis que estão por vir. Porém, isto não é algo que interfere no meu dia a dia. Sim, pode ser difícil tomar decisões arriscadas ou querer sair fora da minha zona de conforto, mas nada além disso. Não é ruim ter um pensamento negativo ou mais realista. Isto não é nada mais que uma parte de cada um de nós.

Portanto, é uma característica do meu subjetivo: tenho um pensamento negativo, mas não chega ao ponto de ser uma negatividade patológica. Existem pessoas que tem uma energia tão pesada que acabam sugando toda sua positividade e substituem por uma negatividade profunda. Às vezes, nem somos capazes de perceber isso sozinhos. Pode ser por uma pequena mudança de atitude que outros já percebam o impacto dessa negatividade patológica. Não quero dizer para você se afastar de quem os outros dizem que te faz mal, mas sim para que você preste atenção o quanto um pensamento pode afetar sua vida.

Como disse anteriormente, eu tenho uma visão negativa do mundo. Culpe o niilismo e o pós-modernismo por isso, mas dificilmente irei mudar. Tento ao máximo não tornar isso patológico e transmitir esse sentimento em minhas relações. Não há nada de errado em ser o Charlie Brown de sua turminha. Existe um problema se o Charlie Brown da sua turma torne até a Sally uma pessoa negativa. Você não precisa mudar para se encaixar no padrão da indústria da felicidade, mas também não precisa arrastar os outros para a tristeza com você.