Mas mulheres e meninas oprimidas por terem nascido fêmeas não têm o privilégio de escolher se desfazer da mulheridade e se apropriar dos privilégios masculinos dos homens heterossexuais. O patriarcado não se importa se as mulheres não gostam ou não se identificam com seu o papel subordinado.
“Um conjunto específico de práticas feministas unidirecionais, não-interseccionais e superficiais. É o feminismo que compreendemos como convencional; o feminismo obcecado com pelos corporais, salto alto e maquiagem, mudança do nome de casada. ‘Feminismo branco’ é o feminismo que não entende o privilégio ocidental ou o contexto cultural. É o feminismo que não considera a raça como fator na luta pela igualdade.
Argumentar que o sexo não é real e que o gênero é inato ou escolhido, em vez de socialmente imposto, demonstra tanto a ignorância diante do mundo ao seu redor quanto uma posição de privilégio. Dessa maneira, vemos que a ideologia da identidade de gênero é literalmente “feminismo branco”: um (assim chamado) feminismo que ignora a realidade material dos marginalizados, centra-se nos sentimentos e interesses dos mais privilegiados e se apresenta como universal. É um “feminismo” inventado por acadêmicos dos países ocidentais que pouco fazem para abordar as lutas travadas fora dos seus círculos.